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Domingo, 21 Jul 2019
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DESPORTO
ATALAIA DO CAMPO ? CAMPE? DISTRITAL DE FUTEBOL
Rádio Cova da Beira
Terminado o jogo, com a vit?ria por 3-2, como seria necess?rio, os t?cnicos, jogadores e dirigentes da Atalaia tiveram que esperar cerca de minuto e meio, dentro das quatro linhas, para conhecer o desfecho do jogo em Vila de Rei. A informa??o do empate do Fund?o chegou atrav?s dos microfones da R?dio Cova da Beira, depois, foi a festa, uma festa de emo??es de grandes convic??es.
Por José Joaquim Ribeiro em 20 de Apr de 2008

A Atalaia do Campo fez o que lhe competia, vencer o jogo que lhe podia dar a conquista do título. Foi uma partida muito disputada, com períodos em que a Atalaia foi melhor e outros em que o Vitória teve oportunidade  para demonstrar que não estavam ali  para declarar vassalagem a um dos candidatos.

 

Entrou melhor no jogo a equipa que veio de Cernache do Bom Jardim, não que tivesse chegado ao campo 23 de maio impondo-se com um futebol de grande nível, os comandados de António Joaquim entraram melhor por que foram quem primeiro marcou na partida. O golo inaugural aconteceu aos nove minutos, por intermédio de Miguel Farinha, na sequência de um pontapé de canto. A bola foi colocada ao segundo poste e o médio do Sernache, sem marcação, atirou de cabeça para o fundo das redes.

 

Para quem necessitava de vencer o golo de Miguel Farinha não caiu bem nas hostes da Atalaia. Era necessário reagir rapidamente para que o desânimo não se apoderasse da equipa. Pois bem. Com o apoio incondicional dos seus adeptos, que incentivaram a equipa de inicio ao fim, ao comandados de Paulo Serra remeteram a equipa do Vitória no seu último reduto e, aos 13 minutos, numa jogada de muito boa qualidade, Hugo Brito, com um remate rasteiro, desferido de zona frontal e na passada, depois de uma assistência primorosa de um seu companheiro, colocou a partida empatada.

 

Foi com este resultado que se chegou ao intervalo. Importa dizer que antes do descanso a Atalaia teve duas boas ocasiões para marcar, uma por Ednilson e outra por Nuno Antunes. Por sua vez a equipa do Vitória também podia ter marcado por Paulo Lopes.

 

Na segunda parte foi de novo a equipa do Sernache a entrar melhor no jogo, começou por criar uma boa situação, resolvida por Gelson, no minuto seguinte M’Passo fugiu a Spranger e este teve que lhe agarrar a camisola para evitar que aquele se isolasse. Era falta e eventualmente cartão vermelho, o árbitro, certamente por não ter visto a infracção, nada assinalou e, seis minutos depois, foi a vez de Hugo Pereira brilhar na defesa da sua baliza, com duas intervenções seguidas a remates frontais. A  estes três momentos de perigo respondeu a Atalaia por David Nogueira, que não conseguiu, já dentro da pequena área rematar com êxito e depois aconteceu o golo que deu a volta ao marcador. Jogada em tabelinhas nas proximidades da área, Hugo Brito abriu por entre os defesas do Vitória isolando Filipe Mouro e este, na cara de Belmiro, não falhou, fazendo o 2-1. Com a obtenção deste golo os apoiantes da Atalaia começaram a ensaiar a canção dos campeões  “ campeões, campeões, nós somos campeões ...“. Era cedo de mais para se cantar vitória, visto ainda faltarem 35 minutos para o termo do jogo,  mas eram os primeiros indícios da festa que se fez no final.

 

Quem, decididamente não estava para festas era o Sernache. A equipa forasteira voltou a criar dois lances de grande perigo junto da baliza de Hugo e numa dessas situações a bola entrou mesmo na baliza da Atalaia, na sequência de um pontapé de canto, contudo, Ricardo Fernandes terá visto uma carga sobre o guarda-redes e anulou o lance. A Atalaia parecia estar a perder o controlo do meio campo, tal a forma como o Vitória ganhava os lances naquela zona nevrálgica. Paulo Serra, detectando esta deficiência na sua equipa, retirou o esgotado Filipe Mouro fazendo entrar Zé Carlos, voltando a equilibrar a equipa nessa zona do terreno. Entretanto,  numa jogada muito rápida de Carvalheira, aos 72’, pelo lado direito, este foi à linha de fundo, cruzou rasteiro e Ednilson, ao primeiro poste, tocou a bola para o fundo das redes, fazendo o 3-1 e arrumando praticamente o encontro. Tal como no segundo golo, voltaram a ser entoados os cânticos de campeão.

 

Continuava a ser cedo para se cantar vitória, até por que o Sernache não desistia de poderem fazer um resultado positivo. Reduziram aos 84’ por Paulo Lopes, num lance de bola parada e o mesmo jogador, ainda dentro do mesmo minuto enviou a bola à barra da baliza de Hugo. Podendo, neste lance, ter feito o empate e mantiveram o mesmo estado de espirito até final do encontro. Esta atitude acabou por valorizar de forma fantástica o triunfo da equipa da Atalaia.

 

No final do encontro os jogadores, os técnicos e os dirigentes ficaram no centro do terreno a olhar expectantes para o repórter da RCB, esperando que este os informasse do final do jogo em Vila de Rei e do empate do  Fundão na partida que haviam disputado com o Vilarregense. Minuto e meio depois foi a festa, com o público a entrar dentro das quatro linhas para se juntar aos seus heróis.

 

O árbitro do encontro teve, na nossa opinião, apenas um erro: a falta que Spranger cometeu sobre M’Passo, que ficou por sancionar.

    

 


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