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Segunda, 18 Out 2021
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DESPORTO
C.D.ALCAINS-5 G.D.TEIXOSENSE-0
Quem diria? O Alcains ? uma equipa jovem, irreverente e com muita qualidade, mas golear desta forma o Teixosense n?o era de forma alguma previs?vel! ? que os de Teixoso s?o, por norma, um conjunto dif?cil de bater em qualquer circunst?ncia! Dias maus todos t?m e nesta segunda jornada da Liga Covifil o conjunto de Paulo Serra foi claramente inferior aos comandados de Jo?o Laia, que mostra, uma vez mais, saber da poda?
Por João Perquilhas em 27 de Sep de 2010

Pois é! Cedo se viu que a equipa do Teixosense iria sentir dificuldades perante este renovado Alcains! Os pupilos de João Laia formam um conjunto coeso, disciplinado e paciente qb, para de uma forma bem trabalhada, ir desgastando o seu adversário. Nem a lesão (que se suspeita ser grave) que afastou prematuramente (10`) Nuno Baptista do jogo, retirou o domínio e fluidez de jogo aos donos do terreno, que passavam largos minutos instalados no meio campo contrário, sem que os visitantes conseguissem libertar-se desse colete de forças.

Ao minuto 11 Daniel Fernandes iniciou e concluiu uma bonita jogada que terminou com um cabeceamento à barra da baliza de Joel, e pouco depois só a estirada do guardião forasteiro impediu que o marcador funcionasse, detendo um cruzamento com selo de golo, efectuado por Nuno Carvalheiro.

Aos 35 minutos Hélder Rodrigues marcava o primeiro golo da tarde respondendo bem a um livre apontado por Nuno Carvalheiro, mas a defensiva Teixosense tem de assumir responsabilidades por ter deixado à solta o irrequieto avançado local.

O intervalo chegou sem mais lances merecedores de referência, e ajustava-se ao que se tinha passado no terreno de jogo.

Para a segunda metade o Teixosense apareceu forte, e logo no 1º minuto poderia ter alcançado a igualdade. Hélder Morais isolou Canário, mas este não conseguiu ultrapassar André Raposo, graças à mancha perfeita que o jovem guardião do Alcains efectuou.

Este lance parecia trazer o Teixosense mais organizado para os segundos 45 minutos, mas o lance do 2º golo dos da casa desmentiu essa conjectura. Minuto 49: a defensiva forasteira tinha o esférico controlado e ía sair para o ataque, mas um passe mal medido acaba nos pés de Mário Pina, que de imediato rematou à baliza, fazendo um golo de belo efeito.

O golo sofrido pesou bastante no anímico do Teixosense que passou depois por um largo período de sufoco. Ao invés o Alcains galvanizava-se a olhos vistos e esteve perto de novo golo aos 54 e também aos 58 minutos. Não marcou nesses lances mas haveria de o fazer aos 67 por intermédio de Daniel Fernandes, que se isolou e bateu inapelavelmente o desamparado Joel.  

A perder por 3-0 Paulo Serra mandava subir as suas linhas em busca do golo que pudesse inverter o rumo dos acontecimentos e este esteve perto de acontecer, mas o remate de Tiago Felizardo passou a rasar a trave da baliza de André Raposo, quando tinha tudo para comemorar com êxito. Grande perdida!

Não marcou o Teixosense, determinou o Alcains. Wiliams dos Santos estreava-se pelos canarinhos e também a marcar (84`), recarregando com sucesso uma bola que teimava em não sair da área contrária, elevando a contagem para uns inesperados 4-0.

A três minutos dos 90 André Reis quase festejava o tento de honra quando obrigava André Raposo, a meias com a trave, a defesa dificílima para canto, mas seria de novo o Alcains a festejar com a obtenção do 5º e último golo, desta feita da autoria de Nuno Carvalheiro, transformando com êxito uma grande penalidade cometida por Hélder Morais e que teve tanto de justa como de escusada.

Foi, enfim, um resultado que o Alcains fez por obter e o Teixosense pouco labutou para não merecer.

Excelente arbitragem de Ricardo Fernandes e seus pares.


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