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sábado, 01 out 2022
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SOCIEDADE
O NOVO PARADIGMA AUTÁRQUICO
Rádio Cova da Beira
Com as eleições autárquicas à porta, Celso Lopes, investigador na área do território, considera que os programas eleitorais, sobretudo dos candidatos às juntas de freguesia, não podem ser cadernos de encargos de obras. O comentador residente do programa “Em foco” da RCB, entende que é preciso falar de reorganização do território sem que isso signifique perda de identidade.
Por Paula Brito Batista em 27 de May de 2021

Uma mudança de paradigma. É o que Celso Lopes entende que deve acontecer já a partir das próximas eleições autárquicas, sobretudo nas freguesias. Hoje, um presidente de junta tem de ser mais do que um autarca.

 

“Cada vez mais os presidentes de junta eleitos têm de ser animadores socio culturais, assistentes sociais, pessoas que estão lá para os outros, o que não quer dizer que não seja necessário por mais alcatrão numa rua, ou paralelo na outra, mas, cada vez mais, têm de olhar para as pessoas, para a questão social e não para as infraestruturas.”

 

Celso Lopes também entende que é preciso olhar para a reorganização das freguesias que, na sua opinião, têm mais a ganhar unidas do que separadas. Apesar da polémica à volta do tema, o investigador recorda que uma freguesia não é uma aldeia e que não pode haver perda de identidade das aldeias que se associam.

 

“A União de freguesias não é mais do que uma estrutura que presta apoio, agora, se sentem que na sua aldeia não estão a ter essa assistência devida têm de chamar à responsabilidade, mas, não confundamos a identidade que tenho por ser de uma aldeia com a estrutura que lhe dá apoio, isso é outra coisa e temos de repensar tudo isto.”

 

Celso Lopes entende que bairrismo nada tem a ver com identidade e deixa o seu próprio exemplo.

 

“Eu sou do Louriçal do Campo e a minha identidade está toda associada a essa aldeia, à serra da Gardunha, a tudo o que me envolve. Agora, a freguesia, enquanto estrutura que presta apoio àquele conjunto de aldeias, que são três, é outra coisa. Acho que temos de definir muito bem a identidade e esse papel, que eu falava dos autarcas, servirá, certamente, para reforçar essa identidade. Agora, a estrutura que as apoia é outra coisa, ter uma freguesia é diferente de ter uma aldeia.”

 

A opinião de Celso Lopes, convidado do programa em Foco da RCB. 


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