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Segunda, 12 Abr 2021
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SOCIEDADE
USCB REALIZA TRIBUNA DA IGUALDADE
Rádio Cova da Beira
A coordenadora distrital da comissão da igualdade da união de sindicatos de Castelo Branco refere que o combate à precariedade no trabalho e as diferenças salariais continuam a ser os principais problemas sentidos na promoção da igualdade entre homens e mulheres.
Por Nuno Miguel em 08 de Mar de 2021
Numa tribuna pública que decorreu na Covilhã, para assinalar o dia internacional da mulher, Gabriela Gonçalves refere que a desvalorização do trabalho está a degradar as condições de vida dos trabalhadores e suas famílias, pelo que importa intensificar a luta pela igualdade salarial e pelo final da precariedade “a igualdade salarial ainda não é uma realidade. As mulheres ganham em média menos 15 por cento do que os homens. São a maioria das que recebem o salário mínimo nacional. Por esse motivo urge aumentar os salários em geral, incluindo o salário mínimo nacional. A maioria dos trabalhadores com vínculo precário são jovens e mulheres. Nestes tempos difíceis, centenas de grávidas e pais em licença parental não viram o seu contrato de trabalho renovado. Está na hora de uma vez por todas acabar com a precariedade”.
O combate ao assédio moral, acabar com horários de laboração por turnos excessivos e defender a saúde nos locais de trabalho são outras das questões que, de acordo com Gabriela Gonçalves, a união de sindicatos quer continuar a aprofundar, nomeadamente pelo facto de a grande maioria dos trabalhadores com doenças profissionais são mulheres “os elevados ritmos de trabalho, horários longos e as más condições estão a levar muitas trabalhadoras a contrair lesões musco-esqueléticas e a situações de esgotamento. A grande maioria dos trabalhadores com doenças profissionais são mulheres. E este número só não aumenta mais pela dificuldade que existe ainda hoje dos médicos assinarem a participação obrigatória para a certificação das doenças profissionais e muitos trabalhadores acabam por desistir. É fundamental eliminar os factores de risco que originam as doenças profissionais. A saúde no trabalho não se compra nem se vende; defende-se”. 

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