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Segunda, 12 Abr 2021
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SOCIEDADE
GPSA PARTICIPOU EM CONSULTA P√öBLICA
Rádio Cova da Beira
O grupo pela preserva√ß√£o da Serra da Argemela participou no processo de consulta p√ļblica a que esteve sujeito o plano de recupera√ß√£o e resili√™ncia (PRR), atendendo "√† amea√ßa que representa a inscri√ß√£o, neste plano, de uma linha de subsidia√ß√£o para a explora√ß√£o de l√≠tio".
Por Nuno Miguel em 08 de Mar de 2021
Em comunicado, o grupo afirma que “a Argemela encontra-se ameaçada, de forma iminente, com a possibilidade de uma exploração mineira em grande escala” e “apesar de todas as manifestações de repúdio que já decorrem há mais de quatro anos, vem agora o PRR contemplar verbas para aquela que é uma putativa fileira integrada de lítio e de fabrico de baterias, pois que a sua caracterização, viabilidade técnica, económica e ambiental continua por demonstrar”.
O GPSA manifesta a sua discordância “com a atribuição de fundos públicos, com vista a viabilizar a extracção de lítio. Montantes que pertencem a todos os cidadãos da União Europeia e que não são um donativo de uma qualquer entidade abstrata para um fim inespecífico”, sublinhando que este projecto vai “criar uma brutal desvalorização do património rústico e urbano, uma degradação do ambiente e da economia da região, com enormes prejuízos a serem suportados pelos residentes”, requerendo que “a exploração de lítio seja afastada dos intentos de subsidiação do PPR, que se revela contrário à recuperação e competitividade da economia”.
Neste comunicado, o grupo afirma que “a exploração mineira, que dificilmente não ocorrerá perto de povoações, irá ter sempre a oposição forte das populações, porque está em causa a sua saúde e mesmo a vida” considerando que “uma exploração mineira na Argemela seria uma mutilação no património identitário, seria retirar aos concelhos da Covilhã e do Fundão coesão territorial e seria determinar que estes dois concelhos não fossem mais territórios de destino de turismo sustentável, territórios agregadores de elementos patrimoniais naturais e culturais ímpares e harmoniosos”.
A finalizar, os responsáveis do grupo referem que já está em curso o processo de constituição como associação “tendo como objecto social a preservação e o desenvolvimento sustentado da Serra da Argemela, bem como do Rio Zêzere, através do envolvimento das comunidades locais, do fomento de práticas ecológicas sustentáveis, e do aproveitamento do património natural, histórico e cultural existente, por forma a que estes valores se afirmem como factores de desenvolvimento socioeconómico da região”. 

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