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Segunda, 12 Abr 2021
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CULTURA
O SILÊNCIO DAS BANDAS FILARMÓNICAS
Rádio Cova da Beira
As que resistiram ao tempo, na região, têm 100 ou mais anos. As seculares bandas filarmónicas estão em silêncio, imposto pela pandemia, há quase um ano. Os instrumentos, encostados nas sedes onde nem ensaios são permitidos, aguardam o regresso aos coretos, arruadas e procissões.
Por Paula Brito em 04 de Mar de 2021

A banda filarmónica recreativa cortense, em Cortes do Meio, é uma dessas bandas. Completou 122 anos no dia 11 de novembro, sem festa. O presidente da direção, Alexandre Barata, diz que o início da pandemia suspendeu todas as atividades da banda que habitualmente sai para participar nas festas, romarias e procissões.

 

“Quando se instalou a pandemia, há um ano atrás, era quando iriamos começar as nossas atividades, saídas com a banda na época da quaresma, da páscoa, e depois, o mês de maio que é dos mais preenchidos, praticamente igual aos meses de verão. Depois com a pandemia, cessámos a atividade, ficou tudo em suspenso.”

 

Depois da pandemia, a filarmónica de Cortes quer retomar a atividade. Com cerca de 30 elementos na banda, dos sete aos 70 anos, e uma escola de música para todas as idades, a banda de Cortes tem o futuro assegurado.

 

“Nós não fazemos diferenciação, a escola é para todas as idades, todos os que queiram ingressar na escola de música e aprender música está aberta a todos, o ensino é gratuito, não tem qualquer mensalidade, a única receita é o ingresso na filarmónica e darem o seu contributo pela causa.”

 

A Banda filarmónica de Cortes do Meio à espera de comemorar, na rua, os 123 anos, que assinala no dia de S. Martinho, a 11 de novembro, e regressar aos coretos, festas, palcos e procissões. 


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