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Segunda, 12 Abr 2021
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CULTURA
QUANDO DANÇAR É PROIBIDO!
Rádio Cova da Beira
Em vésperas de assinalar 75 anos, o rancho folclórico de Silvares viveu, no último ano, o mais inativo da sua história. A pandemia cancelou saídas, espetáculos, Carnaval e todas as iniciativas em que a coletividade participa ou promove. E até os ensaios, as tocatas e as danças, que estão na base de toda a atividade do rancho, a pandemia levou.
Por Paula Brito em 03 de Mar de 2021

“Este último ano tem-se reduzido a muito pouco, e essa é uma grande preocupação nossa, algum processo administrativo, manutenção dos trajes, mas tudo situações que reúnam duas a três pessoas do grupo para que não haja perigos para ninguém. Nós, dançar não podemos, porque é um contacto que não se pode ter neste momento, ensaios para tocatas estávamos a pensar começar, mas quando voltou a agravar esta situação toda, já não se proporcionou.”

 

Cláudia Pereira, vice-presidente do rancho folclórico de Silvares, em entrevista ao Flagrante Direto da RCB que tomou o pulso aos promotores da cultura e das tradições na região. O Rancho é uma das muitas coletividades de Silvares, que sofre com a falta do convívio que estas associações promovem, sobretudo nos meses de verão.

 

“Durante o verão tínhamos sempre alguma coisa para ver, no último verão não houve atividades, interações, estes convívios não puderam acontecer, e realmente, a população em geral, não só de Silvares, mas da região e de todo o mundo, se sente um pouco abatida com isso, principalmente nós que somos um povo de afetos, sofremos muito pela falta deles.”

 

Mesmo que tudo regresse à normalidade, este ano não haverá festival internacional de folclore, que habitualmente se realiza no último fim de semana de julho, e que traz sempre a Silvares grupos de vários continentes.

 

“Nós não podemos pensar se vamos ter condições só nessa altura, porque a organização do festival internacional de folclore a partir do momento que passe o mês de março, sem termos os grupos agendados e confirmados, não temos a possibilidade de o realizar, principalmente a nível de grupos internacionais. É verdade que em julho deveremos ter as fronteiras liberadas, mas neste momento, sem certezas, torna-se difícil estar a assegurar.”

 

Quando a pandemia terminar, o rancho folclórico vai retomar um dos seus grandes objetivos, construir a sua sede nas casas que já adquiriu junto à casa museu da vila.

 

“Esse era e é o nosso grande projeto, construirmos a sede, porque o rancho ainda hoje faz ensaios no salão na Casa D. Ilda Valentim Mesquita, e que tem cedido para o seu espólio, há cerca de 10 anos, o piso de cima da casa do povo.”

 

A nova casa é um sonho, para já, adiado. Claúdia Pereira diz que seria uma boa prenda no septuagésimo quinto aniversário que o rancho folclórico de Silvares comemora em 2022. 


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