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Terça, 23 Jul 2019
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CIMD Cabecalho
POL√ćTICA
49% DAS ?GUAS DA COVILH? VENDIDAS
Com os votos contra do PS, CDU e Bloco de Esquerda, a assembleia municipal da Covilh? aprovou por maioria a proposta do executivo para a venda de 49% do capital social da empresa “?guas da Covilh?” ao cons?rcio AGS/Hidurbe.
Por César Duarte Ferreira & Nuno Miguel em 07 de Apr de 2008
Uma decis√£o que mereceu cr√≠ticas por parte das bancadas da oposi√ß√£o. Para Jos√© Miguel Oliveira, da bancada socialista, esta op√ß√£o hipoteca o futuro do concelho: “√© uma decis√£o extrema que pode repercutir-se durante anos no bem estar do concelho. √Č a pol√≠tica da bola para a frente mas no caminho vende-se a bola.” Na resposta Bernardino Gata, l√≠der da bancada do PSD, afirma que o partido socialista tem um receio diferente daquele que apresentou: “ o vosso (PS) receio √© que este encaixe financeiro seja para financiar obras. Descansem que quando chegarem √† c√Ęmara Municipal ter√£o muita obra para fazer. Mas aten√ß√£o portem-se melhor do que da ultima vez que l√° estiveram.” Para Jorge Fael, l√≠der da bancada da CDU esta decis√£o vai destruir um dos mais importantes patrim√≥nios daquele concelho e desde j√° anuncia que a coliga√ß√£o vai recorrer para os tribunais desta decis√£o: “o PCP tudo far√° o que estiver ao seu alcance para repor a legalidade, admitindo inclusiv√© o recurso aos tribunais uma vez que este procedimento desrespeitou a lei das autarquias locais e a compet√™ncia da assembleia municipal para autorizar esta aliena√ß√£o.” Ana Monteiro, eleita do BE tamb√©m mostrou a sua oposi√ß√£o em rela√ß√£o a esta opera√ß√£o de aliena√ß√£o e anuncia que vai dar entrada com a ac√ß√£o principal da provid√™ncia cautelar que aquela for√ßa pol√≠tica j√° havia interposto para evitar a concretiza√ß√£o do neg√≥cio: “ Vamos dar entrada √† ac√ß√£o principal em que se baseou a nossa provid√™ncia cautelar que s√≥ n√£o foi diferida por ainda n√£o ter sido adjudicada a venda. Vamos aguardar ent√£o.” Isilda Barata espera que esta aliena√ß√£o “n√£o venha colocar em causa os direitos dos trabalhadores.” A eleita do CDS/PP votou a favor desta proposta e refere mesmo que a autarquia “s√≥ est√° a seguir o mesmo caminho que o governo”. Carlos Pinto, presidente da c√Ęmara municipal da Covilh√£ sublinha que esta opera√ß√£o em nada compromete o futuro do concelho e acrescenta trazer mais vantagens do que a ades√£o ao sistema multi-municipal “√Āguas do Z√™zere e C√īa.”: “Partimos de um concurso para alienar 49% da totalidade desse patrim√≥nio e chegamos a uma aliena√ß√£o de 49% de uma parte desse patrim√≥nio. N√≥s tiramos 55% que s√£o constitu√≠dos pela infra-estrutura e transferimo-los para uma empresa ICOVI detido a 100% pelo munic√≠pio da Covilh√£.” O autarca covilhanense refere ainda que o contrato prev√™ que a autarquia possa, daqui a 10 anos, readquirir a percentagem que agora vai ser alienada: “Quem estiver na c√Ęmara olha para realidade, teve estes valores todos na sua posse a receber e diz: n√≥s estamos interessados em ficar novamente com esta percentagem, paga o valor que pagou acrescido de juros.” Uma assembleia que recebeu a visita do movimento de cidad√£os “A √°gua √© de todos”, que contestou a decis√£o da autarquia de alienar 49% do capital social da em presa “√Āguas da Covilh√£”. √Ä entrada alguns elementos do movimento tiveram de ficar √† porta, uma vez que n√£o havia capacidade para albergar todos os cidad√£os. Facto que gerou alguns protestos e que levou √† den√ļncia de Ant√≥nio Pinto de que agentes da PSP foram chamados ao local: “√Č preciso saber quem pediu a presen√ßa dos agentes da autoridade. O presidente da assembleia? O presidente da c√Ęmara?” Na resposta o presidente em exerc√≠cio do √≥rg√£o admite que houve necessidade de restringir a entrada de elementos afectos ao movimento por forma a assegurar o bom funcionamento da Assembleia municipal. J√° quanto √† presen√ßa de agentes da PSP, V√≠tor Rebord√£o nega a denuncia feita pelo mun√≠cipe: “ Eu n√£o vi ningu√©m c√° dentro e n√£o foi pedido policiamento para dentro da assembleia.” Os elementos do movimento manifestaram a sua discord√Ęncia em rela√ß√£o √† decis√£o da autarquia. An√≠bal Cabral questionou, o presidente da CMC, em tom de revolta: “ o que vai senhor presidente vender a seguir?” As duas interven√ß√Ķes foram efectuadas no per√≠odo de interven√ß√£o dos mun√≠cipes. Carlos Pinto n√£o se alargou em coment√°rios sobre o que diz ser uma pratica usual de elementos afectos ao PCP: “ aos insultos n√£o tenho resposta e sobre a quest√£o da PSP parece que √© usual a visita de elementos a alguns locais.”

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