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terça, 29 nov 2022
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CULTURA
MUSEU SEM PROGRAMAÇÃO E DIRECÇÃO
Rádio Cova da Beira
O museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, está sem programação e direcção desde 2015. A denúncia é feita, em comunicado, por Alexandra Vieira, deputada do Bloco de Esquerda na assembleia da república, depois de uma reunião com Pedro Salvado, vice presidente da sociedade dos amigos daquela estrutura museológica.
Por Nuno Miguel em 17 de Feb de 2021
Neste comunicado, o Bloco de Esquerda sublinha que o museu foi inaugurado em 1910 “tendo como base a colecção arqueológica de Francisco Tavares Proença Júnior, posteriormente enriquecido com peças de arte antiga provenientes do recheio do Paço Episcopal e com incorporações sucessivas de espólio às quais se juntaram incorporações provenientes de aquisições e doações. Durante os anos oitenta do século XX, incorporou obras de arte contemporânea constituindo uma colecção onde se destaca o conjunto de pintura de Noronha da Costa”. 
Em Setembro de 2015, após a assinatura do contrato interministerial de transferência de competência “a gestão do Museu foi transferida para a câmara de Castelo Branco e assim passou a integrar a rede de museus e equipamentos culturais do município” e após essa situação “ficou sem quadros técnicos e sem direcção. Hoje em dia, o museu continua sem direção, sem quadros técnicos e sem planos anuais e plurianuais de actividades. Não existem dados relativamente às visitas, tal como dados da caracterização destes visitantes”.
De acordo com o BE “a sociedade dos amigos do museu já mostrou o seu desagrado face a esta situação e está preocupada com o destino deste espaço cultural” defendendo “a adopção de medidas, de modo a revitalizá-lo e dignificá-lo. Nesta reunião, Pedro Salvado referiu que “a delegação de competências nesta área foi um presente envenenado” e acrescentou que "não há política cultural para o interior, já que todos os museus têm de contar”. Para o representante da associação, “não se pode deixar as questões patrimoniais ao livre arbítrio dos presidentes de câmara”. 
Alexandra Vieira sublinhou que vai avançar com uma iniciativa legislativa na Assembleia da República sobre o assunto, “em forma de pergunta ou de projecto de recomendação, mas é evidente que faltam recursos e falta programa para o museu Francisco Tavares Proença Júnior”.

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