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SOCIEDADE
ERES: SINDICATO PONDERA MOVER PROCESSO AO LIQUIDAT?RIO
Depois do liquidat?rio da empresa ter amea?ado o sindicato com o tribunal, o presidente do Sindicato T?xtil da Beira Baixa responde na mesma moeda.
Por Paula Brito em 04 de Apr de 2008

No final da reunião com as ex-trabalhadoras da empresa ERES e confrontado com a ameaça de um processo judicial por parte do liquidatário que acusa o sindicato de ter colocado em causa o seu bom nome, competência e vida privada, Luís Garra diz que o sindicato também está a ponderar mover um processo contra o liquidatário judicial "pela afirmações, essas sim caluniosas, que nos fez quando nos acusa de maliciosos e de má fé". Luís Garra mantém a posição em relação à atitude do liquidatário ao longo do processo "voluntária ou involuntariamente quem beneficiou com a demora foi o senhor João Carvalho que ganhou mil euros por mês enquanto o processo esteve a decorrer".

Na reunião com as ex-trabalhadoras da ERES Luís Garra mostrou-se confiante em relação à decisão da juíza "dificilmente a juíza poderá dar o aval ao plano apresentado pelo liquidatário que por artes mágicas consegue encontrar soluções para dar 142 mil euros ao Fundo de Garantia Salarial quando o resultado da venda do património da empresa não é suficiente para pagar à totalidade das trabalhadoras". Para o presidente do STBB a sentença do tribunal da relação de Coimbra é clara "em primeiro lugar estão as trabalhadoras na parte em que ainda não receberam, é óbvio que primeiro tem que se pagar a essas trabalhadoras e se sobrasse iria para os restantes credores nomeadamente o Fundo de Garantia Salarial que surge em segundo lugar".

Na reunião ficou decidido a marcação de um novo plenário logo após a decisão da juíza. Se a decisão não for ao encontro das pretensões das trabalhadoras o sindicato promete agir "decidiremos o que fazer no plenário do ponto de vista jurídico e não só".

As trabalhadoras estão dispostas a ir até ao fim neste processo, ainda que um novo recurso atrase mais uma vez o pagamento.


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