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Segunda, 01 Mar 2021
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SOCIEDADE
STBB EXIGE AUMENTOS PARA TODOS
Rádio Cova da Beira
O sindicato têxtil da Beira Baixa lamenta a falta de resposta da associação nacional dos industriais de lanifícios (ANIL) às tentativas de contacto para negociar a proposta de aumentos salariais para 2021. Uma situação que, diz em comunicado aquela estrutura sindical, vai ter resposta com a luta dos trabalhadores caso se mantenha uma postura de rejeição de negociação.
Por Nuno Miguel em 15 de Jan de 2021
De acordo com o sindicato “em 2020 os trabalhadores do sector não tiveram qualquer aumento salarial decorrente da negociação do contrato colectivo de trabalho, já que, as associações patronais, invocando a pandemia, decidiram suspender as negociações”. Uma atitude “anti negocial” e que teve como resultado que “uma parte dos trabalhadores tiveram o aumento que resultou da actualização do salário mínimo nacional para 635 Euros e um número significativo de trabalhadores não teve qualquer aumento o que veio acentuar ma desmotivação e a revolta que vai grassando nas empresas”.
O sindicato acrescenta que a nova actualização do salário mínimo para 665 euros este ano “não havendo negociações para tabelas salariais que abranjam todos os trabalhadores, mais se acentuam as injustiças contra os trabalhadores das categorias acima do salário mínimo e mais se desvalorizam as profissões com evidentes prejuízos para os trabalhadores, mas também para as empresas”.
De acordo com aquela estrutura sindical “nada justifica este bloqueio, tanto mais que após um período de forte redução da actividade produtiva nos meses de Março a Maio, a partir de Junho verificou-se um aumento da actividade produtiva e nesse período quase todas as empresas foram financiadas pela segurança social e o IEFP no quadro do recurso ao «lay off». Por isso, não há razões sérias para manter o congelamento dos salários imposto pelas empresas”.
A direcção do sindicato solicitou o agendamento de uma reunião com a Anil para analisar o problema, mas refere que até ao momento não recebeu qualquer resposta, sublinhando que “estas posições anti negociais das associações patronais são recorrentes”. E por isso afirma que “se estas atitudes se mantiverem o caminho é só um. E os trabalhadores irão responder com luta”.

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