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Segunda, 30 Nov 2020
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SOCIEDADE
SHIMEJITO INAUGURA BIOFテ。RICA NO FUNDテグ
Rádio Cova da Beira
Foi inaugurada, junto ao seminテ。rio do Fundテ」o, a primeira biofテ。brica da Shimejito. Uma empresa que nasceu na incubadora A Praテァa, que pretende assegurar, atravテゥs de um modelo de negテウcio inovador, a distribuiテァテ」o de cogumelos para todo o paテュs.
Por Paula Brito em 26 de Oct de 2020

Adriel Oliveira, o diretor da empresa, veio do Brasil para participar, em 2018, no Websummit. Em dezembro de 2019 chegou ao Fundão para tirar partido de um ecossistema que lhe permite desenvolver o modelo de negócio assente na produção do substrato, onde se podem desenvolver até 25 espécies diferentes de cogumelo. Um substrato que é produzido a partir de resíduos florestais da Gardunha, na biofábrica agora, no caminho da luz, junto ao seminário do Fundão.

 

“Esta estrutura, além de fazer o substrato para as quintas, depois vai ser aditivo para solo, o que faz com que as plantas tenham menos problemas com fungos, então, conseguimos ter um produto que   ajuda os próprios agricultores a migrarem do petroquímico para a biológica.” Explica o diretor da empresa que é sócia, em 20%, de todas as quintas, “faz parte do nosso controle de qualidade e garantia de que a operação vai correr como está planeado. As pessoas que adquirem as quintas recebem um modelo de negócio, pronto, têm de ter uma formação obrigatória, mas o envolvimento delas na produção é mínimo, é mais importante o envolvimento delas nas redes sociais digitais, e tudo o que hoje em dia importa no mercado.”

 

Segundo Adriel Oliveira, cada biofábrica assegura um conjunto de 10 quintas, o objetivo da empresa é que, até final do próximo ano, a biofábrica do Fundão assegure as primeiras 10.

 

“Temos nove reservadas, cinco pagas, em instalação, a primeira já a funcionar no Alcaide, a segunda, em instalação no Fundão a partir de novembro e também no Porto, essas três já começam a estar rodando em 2020. O nosso calendário é, até final de 2021 todas já estão funcionando em Portugal, cada fábrica pode abastecer até 10 quintas.”

 

Na verdade, não precisam de ser quintas de grandes dimensões, bastam 70 metros quadrados, onde seja possível produzir os cogumelos a partir do substrato, como refere o presidente da câmara, Paulo Fernandes, que destaca a inovação social do projeto.

 

“O impacto social associado a este projeto, que são as diferentes famílias, quem queira integrar-se no processo produtivo, eles, a partir das biofábricas desenvolvem aquilo que é a semente do cogumelo, depois entram os produtores, um conjunto de clube de produtores que pretendem desenvolver pelo país todo, também na nossa região, eles asseguram depois a chegada direta do sortido de cogumelos ao consumidor final.”

 

Para Paulo Fernandes, este projeto é o melhor exemplo de como o Fundão está hoje no radar, “é um projeto internacional, com capitais diferenciados, com pessoas de vários continentes que aqui se encontraram, com uma ligação com a comunidade local muito forte, a partir da comunidade do Alcaide, na incubadora do Fundão. É talvez um dos projetos que mais exemplifica hoje o Fundão estar no radar de várias coisas, vários jovens, vários projetos, vários investimentos.”

 

Segundo Adriel Oliveira, a empresa, que fica a dever o nome a uma espécie de cogumelo que existe no Brasil, de origem nipónica, criou oito postos de trabalho no Fundão, e tem uma equipa de 15 pessoas.

 

Porto, Lisboa e Algarve são os locais de expansão que estão na mira da empresa, que, segundo o empresário, também já instalou escritório em Nova Iorque. A Shimejito é um investimento de 100 mil euros, de capitais exclusivamente privados. 


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