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Sexta, 27 Nov 2020
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CULTURA
PRÉMIO CIRANDA DISTINGUE POESIA PELA PRIMEIRA VEZ
Rádio Cova da Beira
A Alma Azul entregou o prémio Ciranda 2020 ao poeta Nuno Moura, numa cerimónia que decorreu, na tarde de sábado, na Casa da poesia Eugénio de Andrade, em Póvoa de Atalaia. Foi a décima edição do prémio e a primeira vez que foi premiada a poesia.
Por Paula Brito em 26 de Oct de 2020

Para a editora Elsa Ligeiro, o prémio Ciranda tem um significado simbólico, que deriva da função da ciranda como utensílio de crivo.

 

“Com aquela filosofia de separar o trigo do joio, para selecionar um dos livros editados durante todo o ano, e sobre esse livro, a esse autor, oferecer-lhe o prémio Ciranda. O primeiro foi ao Jaime Rocha, pelo livro Anotação do Mal, aliás, nós sempre atribuímos o prémio a livros de prosa, este é o primeiro livro de poesia que destacamos com o prémio, Ciranda 2020.”

 

O livro “Terceira” de Nuno Moura, foi o escolhido este ano pela Alma Azul para distinguir com o prémio Ciranda e foi recebido com surpresa pelo autor.

 

“Primeiro, uma grande surpresa porque, normalmente, ando afastado do mundo literário dos prémios, mas, é um prémio que foi sugerido por uma amiga minha, que eu gosto muito. O que me levou a aceitar este prémio, foi o prémio em si, que não é dinheiro, porque não aceito prémios de dinheiro, mas, sendo uma Ciranda com um cabaz de produtos regionais da terra, para depois chegar a casa e partilhar com os amigos, para mim é o melhor presente do mundo, para mim isto é um Nobel, é como receber um Nobel.”  

 

O prémio Ciranda não é pecuniário, consiste em colocar numa Ciranda, que simboliza o crivo, os melhores produtos da terra, neste caso do concelho do Fundão, que acolheu a cerimónia de entrega do prémio, pela primeira vez atribuído ao género literário poesia, na Casa da Poesia Eugénio de Andrade, em Póvoa de Atalaia.

 

“Que tem esse significado especial, o prémio pela primeira vez é entregue à poesia, e o local mais indicado para a entrega é aqui, e entregamos o melhor que podemos dar, que tem o nosso território, que são os nossos produtos.” Refere Alcina Cerdeira, vereadora com o pelouro da cultura na Câmara municipal do Fundão. 


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