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SOCIEDADE
USCB TEM NOVO COORDENADOR
Rádio Cova da Beira
Sérgio Santos é o novo coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco (USCB), substituindo no cargo Luís Garra, que sai no próximo dia 1 de novembro, ao fim de mais de mais de 40 anos de dirigente sindical.
Por Paula Brito em 25 de Oct de 2020

Sérgio Santos tem 41 anos, é membro do conselho nacional da CGTP-IN, vice-presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) e membro da direção da USCB.

 

A eleição ocorreu no passado dia 22 de outubro, em reunião de direção, onde Sérgio Santos foi eleito, por unanimidade, substituindo no cargo Luís Garra, a partir do dia 1 de novembro.

 

“Nunca vamos poder comparar o que quer que seja com o Luís Garra, mas é um desafio novo, com uma pessoa nova e que vai tentar dar o melhor possível, e numa altura difícil com esta questão do layoff, as empresas aproveitam-se, mas os sindicatos estão atentos.”

 

Do novo coordenador da USCB os trabalhadores e os sindicatos podem esperar “a continuação de uma linha de intervenção e de luta pelos seus direitos.”

 

A eleição de Sérgio Santos decorre na sequência da saída de Luís Garra ao fim de 41 anos de dirigente sindical. Foi eleito, pela primeira vez, coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco, com apenas 22 anos, ainda antes de ser eleito presidente da direção do Sindicato Têxtil da Beira Baixa.

 

A carreira sindical de Luís Guerra chega com a maioridade quando, com apenas 18 anos é eleito delegado sindical na empresa do setor têxtil, onde trabalhava. Foi eleito coordenador da comissão de trabalhadores da mesma empresa, Sá Pessoa, e, em 1977, participa na primeira discussão de preparação do congresso da Intersindical. Um ano depois, integra a comissão organizadora do 1.º de maio, nesse mesmo ano integra, pela primeira vez a direção do Sindicato Têxtil da Beira Baixa.

 

Ao longo da carreira sindical de mais de quatro décadas, Luís Garra enfrentou várias lutas.

O primeiro embate foi a grande luta dos trabalhadores das Minas da Panasqueira, que acamparam um dia em frente à câmara da Covilhã, a mais marcante foi, no entanto, a greve de 29 dias dos lanifícios em 1981.

 

Chegou a levar um murro, literal, de um marido de uma trabalhadora que pensou que ele era membro da direção da empresa, onde lutava pelo pagamento de salários em atraso.

 

Mas foram mais os “murros no estômago” que sentiu em processos complexos, que lhe marcaram os dias como a Nova Penteação, no concelho da Covilhã, a Carveste, em Belmonte ou a ERES, no Fundão.

 

Na entrevista de vida que deu à RCB, em 2018, quando saiu do Sindicato Têxtil da Beira Baixa, Luís Garra abriu o livro das memórias e contou, emocionado, à RCB, a história que mais o marcou, o plenário de 500 trabalhadores da Nova Penteação onde o despedimento era o caminho.

 

“Foi dos momentos mais duros que eu tive na minha vida, em que sucumbi, normalmente sou racional porque acho que alguém tem que manter a lucidez e a clareza, mas naquele dia, sucumbi, foi daqueles momentos que me marcaram”.

 

Luís Garra deixa a liderança da União dos Sindicatos de Castelo Branco ao fim de 41 anos, no próximo dia 1 de novembro. Sérgio Santos é o senhor que se segue.

 

O novo coordenador e direção da USCB pediu a Luís Garra para continuar a acompanhar a luta pela abolição das portagens na A23 e A25, representando a USCB e a CGTP-IN na Plataforma pela reposição das Scuts, na Comissão de utentes da A23, bem como na direção da Beira Serra.  


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