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Sexta, 27 Nov 2020
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SOCIEDADE
PLANO DE ORDENAMENTO ESTÁ A SER VIOLADO
Rádio Cova da Beira
A plataforma de defesa da barragem da Marateca denúncia, em comunicado, a existência de vários crimes ambientais que tem vindo a ser cometidos na albufeira sem que, até ao momento, as entidades oficiais tenham dado qualquer resposta aos problemas identificados.
Por Nuno Miguel em 20 de Oct de 2020

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Em comunicado, a plataforma afirma que desde 2014 que já foram denunciados vários atentados que estão “a afectar o ambiente, a saúde pública e a qualidade da água que abastece milhares de cidadãos dos concelhos de Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Rodão”.
De acordo com os responsáveis deste movimento “continuam a decorrer ilegalmente obras e actividades na área de protecção da albufeira de Santa Águeda, nomeadamente mobilização de solos, destruição de carvalhais e vegetação natural, implantação de espécies arbóreas exóticas, aplicação de pesticidas. A presença regular de peixes mortos e as alterações significativas das características de cor e cheiro da água indiciam contaminação. Na passada semana foi detetada outra ilegalidade com a aplicação de asfalto dentro da zona de protecção do plano de ordenamento”.
Os responsáveis acrescentam que “estão dispersos, por algumas instituições, diversos achados arqueológicos encontrados aquando da construção da barragem. Várias vezes apresentámos o assunto à Câmara Municipal de Castelo Branco. É necessário reuni-los, interpretá-los e determinar como dá-los a conhecer. Nada aconteceu”.
Em 2018 foi solicitado “o envio dos resultados de todas as análises quer da monitorização da qualidade da água na Albufeira, quer à saída da estação de tratamento de água potável, incluindo todas as análises químicas, bacteriológicas, a pesticidas e da monitorização do fitoplâncton. Apesar dos sucessivos pedidos, à agência portuguesa do ambiente e à empresa «Águas de Portugal», o acesso ao resultado das análises nunca foi facultado”.
A plataforma sustenta que “apesar de as autoridades notificarem no terreno, persistem as ilegalidades como construções, ocupação da faixa reservada ou cortes de caminhos. Já foram feitas diversas promessas por parte da APA para a correção no terreno das ilegalidades, assim como para a colocação de sinalética no terreno, mas essas medidas tardam a ser implementadas”.
A terminar este comunicado, os responsáveis afirmam que “apesar de alguns dos membros da plataforma terem sido alvo de processos judiciais movidos por um dos prevaricadores, vai continuar a acompanhar este processo e a exigir que as autoridades cumpram a lei, promovam a reposição inicial das situações ilegais e salvaguardem os interesse público de protecção ambiental e de saúde pública desta área”.

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