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Sexta, 27 Nov 2020
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SOCIEDADE
INVESTIGADORA PROPÕE MEDIDA INOVADORA AO FUNDÃO
Rádio Cova da Beira
Manuela Grazina deixou, no Fundão, um repto ao município para dotar as salas de aula do concelho de acrílicos que permitam aos professores dar aulas, sem máscara. Essencial na contenção do vírus, a máscara é, no entanto, um problema para a comunicação, porque esconde as expressões, necessárias para reconhecer as emoções que estão na base da capacidade de perceção do ser humano.
Por Paula Brito em 19 de Oct de 2020

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Uma perceção fundamental em determinadas profissões, como é o caso dos professores.

 

“Nas escolas, nos centros de saúde, quando nós temos profissionais que a sua expressão tem que ser vista e têm de fazer um grande esforço para comunicar durante muito tempo, obviamente que a máscara pode ser uma barreira, e trazer alguma limitação e cansaço. Porque não termos placas de acrílico à frente dos professores, mas que os alunos os possam ver na íntegra e que, nesses momentos, não seja preciso usar máscara. Acho que o Fundão até podia ser inovador e dar o exemplo para o país e o para o mundo, tendo em conta todas as inovações que aqui acontecem e, tendo em conta que é um município exemplar nas suas preocupações com as pessoas.”

 

A professora e investigadora da Universidade de Coimbra foi uma das convidadas do VI Ciclo de Saúde Mental do Fundão, organizado pela Pinus Verde – FormaRedes CLDS 4G do Fundão, Aces Cova da Beira, Unidade de Cuidados na Comunidade e Associação Entrelaços.

 

“Saúde Mental em tempos de pandemia” foi o tema da palestra que decorreu no casino fundanense. Sendo Portugal um dos países da Europa com maior consumo de antidepressivos, antes da pandemia, a situação teve tendência a agravar-se durante este período. Segundo a psicóloga clínica, Maria Palha, outra das oradoras convidadas, o estudo mais recente, indica que 70% dos portugueses têm stress emocional.

 

“Neste momento existe um estudo feito com a Ordem dos Psicólogos, que já foi publicado, e diz que 70% dos portugueses têm stress emocional. Este estudo é recente, precisamos de um bocadinho mais de tempo para saber se isto é algo a que estamos a reagir, ou se estamos já numa fase de doença. Mas, se partirmos do princípio que, antes da pandemia, já estávamos doentes, a percentagem era grande, então agora a probabilidade de adoecermos, ou mesmo, aqueles que estavam a lutar para se manterem equilibrados emocionalmente, podem ter decaído. Acima de tudo o que nós precisamos é de informação, porque nem sempre é preciso ter ajuda especializada.”

 

 

O bem-estar emocional está relacionado com as escolhas que fazemos na vida, a vários níveis, como comer, beber, fazer exercício físico, sorrir ou dormir, o tema abordado pela investigadora Manuela Grazina e a forma como afetam a bioquímica do corpo humano.

 

 

“As nossa escolhas, a forma como nos alimentamos, a água que ingerimos, etc… a forma como isso nos afeta, ao nosso metabolismo, ao nosso sistema imunitário, para combater o Covid,  e sobretudo, também, com grande foco no funcionamento do nosso cérebro e os químicos que vão ser os protagonistas do processo de bem estar a que chamamos felicidade.”

 

 

Manuela Grazina realça a importância de não estarmos felizes o tempo todo “porque isso iria trazer-nos grandes problemas de saúde mental, é necessário um equilíbrio entre a felicidade e o desconforto para que possamos sentir, novamente, felicidade.” 


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