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Terça, 27 Out 2020
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POL�TICA
“O FUNDÃO NÃO PODE NEM DEVE PARAR”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que a concelhia do PSD responde, em comunicado, às afirmações feitas pela estrutura local do Partido Socialista em relação à actividade dos eleitos do PS na assembleia da república.
Por Nuno Miguel em 24 de Sep de 2020
“Numa tentativa de prova de vida da sua candidata à câmara municipal” o PSD afirma que “só mesmo a falta de vergonha poderia levar o Partido Socialista a orgulhar-se dos apoios verdadeiramente humilhantes que o governo concedeu no seguimento da tragédia que se abateu junto dos produtores de cereja, cuja tragédia fez com que alguns produtores perdessem a totalidade da sua produção. Depois de milhões de euros de prejuízo o governo garantiu 20 euros de indemnização por cada hectare de prejuízos na vinha e 40 euros por hectare de cereja. Mas mais grave, é que para esses apoios a câmara do Fundão teve que assegurar 50% dessas indemnizações”. 
Os social democratas acrescentam que “no início de Junho o governo anunciou, em comunicado, a criação de uma linha de crédito para ajudar os agricultores mas, mais uma vez, a linha nunca veio a ser criada. O Partido Socialista vive de anúncios, tal como aconteceu com as portagens que garantiu que até final do terceiro trimestre deste ano haveriam reduções e agora já veio dar o dito pelo não dito, ficando adiadas para 2021”.
“Falta de vergonha” é também a expressão utilizada pelo PSD em relação processo de transferência dos militares da GNR de Alpedrinha para o novo posto. “a câmara substituiu-se à administração central, construiu um novo posto a expensas integrais do orçamento municipal e o governo não autorizou a transferência para aquele local. Durante quase três anos e sem que alguém conseguisse compreender as razões, a GNR exerceu funções num espaço terceiro-mundista, sem condições e sem segurança. A interferência política” de Joana Bento “coloca não só o Partido Socialista como o grande responsável por este incompreensível atraso como vem demonstrar que as razões desta delonga eram políticas e não técnicas como ela sempre quis fazer crer”.
Quanto “ao enorme feito político que o Partido Socialista diz ter conseguido ao fazer um requerimento para criar limites à emissão de novas licenças de exploração de centrais de biomassa, o Fundão desconhece se está em curso alguma proposta para a instalação de uma nova central. Só mesmo o Partido Socialista e o governo poderão responder, porque é ao governo que cabe a atribuição de licenças de exploração”. 
A terminar este comunicado, o PSD sustenta que “o Partido Socialista fala de uma aposta desmesurada em empresas das novas tecnologias”, mas sublinha que “mais de 60% dos apoios concedidos são a empresas e investidores locais”. Uma situação que leva os social democratas a concluir que “o Partido Socialista é contra o desenvolvimento do Fundão nos actuais moldes, contrariamente ao que pensa o governo que colocou o Fundão no coração da estratégia de recuperação de Portugal 20-30, como um dos locais cruciais para o desenvolvimento de uma rede de cidades tecnológicas em Portugal com forte ligação a Espanha”. 

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