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Terça, 27 Out 2020
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SOCIEDADE
ANO LETIVO NO AE “A LÃ E A NEVE”
Rádio Cova da Beira
Várias escolas iniciaram as suas atividades letivas na segunda-feira. Na Escola Básica e Integrada de São Domingos, sede do Agrupamento de Escolas (AE) "A Lã e a Neve", o arranque oficial aconteceu esta quinta-feira.
Por Paulo Pinheiro em 18 de Sep de 2020

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À semelhança dos outros estabelecimentos de ensino, para os cerca de 300 alunos daquela instituição há, entre outras medidas, circuitos covid assinalados, reforço da higienização, desfasamento de horários entre ciclos de escolaridade e um plano B caso haja necessidade

 

De um total de 600 alunos do agrupamento, desde crianças do pré-escolar a alunos do 3º ciclo, São Domingos alberga cerca de metade. Apesar de os horários não terem sofrido alterações estruturais, os ciclos de escolaridade não vão coincidir durante os intervalos e a hora de almoço. 

“Os horários mantêm-se. A única coisa que vamos fazer prioritariamente é o desfasamento de horários entre os vários ciclos de escolaridade, de maneira que as crianças tenham espaços de intervalo diferenciados, os almoços sejam em horários diferenciados. Temos a felicidade de as escolas do nosso agrupamento terem uma média de alunos na ordem dos 16, 17, o que nos permite criar o distanciamento entre as salas de aula e ter salas com um número de alunos mais reduzido. No 2º e 3º ciclos todos os alunos terão a sua secretária”, explica o diretor do Agrupamento, Ricardo Silva.

Para as salas a ser utilizadas por mais que uma turma devido às características das disciplinas, houve um reforço de funcionários para garantir a higienização. Ricardo Silva dá ainda conta de outras normas pensadas, entre as quais regras próprias para espaços comuns.

“Reforçámos as equipas de funcionários para fazer a higienização das salas de educação visual, educação musical. A utilização da máscara é obrigatória em todos os espaços, a higienização das mãos deve ser constante. Nas zonas de acesso comum a todos os alunos há regras próprias, com nº de utilizadores limitado”, informa o docente.

Caso a Autoridade Regional de Saúde entenda ser necessário avançar para um plano B, designado de “plano misto”, a ideia passa por ter os alunos semanalmente desencontrados. Verificando-se o pior cenário, de os estudantes serem obrigados a regressar a casa, as normativas a seguir são as mesmas do ano anterior.

“Fizemos uma proposta à tutela no sentido de reduzir a componente letiva dos alunos, para eles poderem trabalhar autonomamente, podendo mantê-los durante todas as semanas na escola, uns de manhã, outros de tarde. Nessa situação extrema, poderíamos permitir aos pais continuar a trabalhar e os alunos viriam à escola em número mais reduzido, porque só viriam uns no turno da manhã e outros da tarde. Se passarmos para a situação extrema de voltar novamente para casa, o que está previsto é o mesmo do ano anterior: aulas à distância, numa plataforma nacional”, diz Ricardo Silva à RCB.

Nos primeiros dias, dois dos principais objetivos passam por trabalhar o “bem-estar emocional” dos alunos e consolidar conteúdos “menos trabalhados” no ano anterior. Aos pais, Ricardo Silva pede “um esforço acrescido” para garantir as regras de segurança dos filhos.

“Peço aos pais um esforço acrescido na higienização das mochilas, a questão das roupas, a higienização das máscaras – que vamos dar a todos os alunos e professores -, a consciência para a limpeza das mãos e do afastamento. Se houver cuidados as coisas serão mais fáceis para todos”, conclui.  

O diretor do agrupamento acrescenta ainda que a lotação do refeitório se vai fixar nas 84 pessoas, estando três funcionários sistematicamente a higienizar o espaço.

 

Notícia de Renato Santarém 


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