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Quarta, 23 Set 2020
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POL�TICA
BE PEDE INTERVENÇÃO DA ACT NA LANIFATO
Rádio Cova da Beira
O Bloco de Esquerda denuncia a existência de salários em atraso na empresa têxtil “Lanifato”, sediada no concelho de Belmonte. A situação foi tornada pública através da plataforma “Despedimentos.pt”, em que se afirma que a administração “está a obrigar os funcionários a pedir a suspensão do contrato de trabalho”.
Por Nuno Miguel em 16 de Sep de 2020
De acordo com o Bloco de Esquerda no final do mês de Agosto “após ter faltado ao pagamento do salário desse mês e do subsídio de férias, as chefias forçaram um conjunto de trabalhadoras a solicitar, elas próprias, a suspensão dos contratos, assinando cartas que foram preparadas e redigidas pela administração da empresa”. Uma exigência “feita sob ameaça de despedimento e de retirar todas as funções a quem se recusasse a assinar o pedido”. 
O BE acrescenta que “seguindo o seu próprio plano, a gerência da empresa respondeu, no mesmo dia, às cartas das trabalhadoras, confirmando a existência de salários em atraso e que não é previsível o pagamento dos valores em falta no prazo de 15 dias, período estipulado na legislação para permitir a suspensão do contrato”.
Para o Bloco de Esquerda trata de uma prática “especialmente grave e perversa, uma vez que recorre a um instrumento previsto na lei laboral, que deveria proteger os trabalhadores permitindo suspender os contratos perante o incumprimento, de modo a ser possível obter outras fontes de rendimento sem prescindir dos direitos em falta”. Uma situação que deve levar a uma actuação de imediata da autoridade das condições de trabalho, uma vez que a empresa “está a impor sob ameaça uma estratégia para se descartar das suas obrigações, adiando o seu cumprimento para um momento em que a situação pode ser ainda menos favorável aos trabalhadores”.
O BE recorda ainda que “no final do mês de Março, perante os primeiros efeitos da pandemia, a administração da empresa impôs férias forçadas na fábrica”. A Lanifato emprega cerca de 90 pessoas “que têm neste momento os seus postos de trabalho em risco”.

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