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DESPORTO
ANTÓNIO BARATA SONHA COM OS JOGOS OLÍMPICOS
Rádio Cova da Beira
Depois de se sagrar campeão nacional de triatlo em termos absolutos na categoria AG ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, com um tempo de 1:59:02, o fundanense António Barata abre o livro e confessa ter no horizonte a médio-longo prazo a presença nos Jogos Olímpicos.
Por Paulo Pinheiro em 13 de Sep de 2020

Antigo jogador de futebol nas camadas jovens do Clube Académico do Fundão, António Barata divide atualmente o seu tempo entre a escola náutica, através da qual está a concluir um estágio e pretende seguir para uma licenciatura; os treinos no centro de alto rendimento no Jamor, onde treina com João Pereira, melhor português na modalidade e quinto a nível olímpico; e as provas. Sobre a vitória que o consagrou como campeão, o triatleta de 20 anos confessa-se feliz, mas não entra em euforias desmedidas. Sobre a prova, confessa ter tido algumas dificuldades.

“Foi um triatlo em contrarrelógio. Na água houve muita confusão. Houve partidas por vagas, eu não consegui partir na primeira, parti na oitava e tinha muita confusão à minha frente. Se calhar, dava para nadar melhor com “os elites”, há mais espaço. Fico feliz por saber que corro e pedalo ao nível “dos elites”. A natação é mesmo o grande problema”, confessa.

Mais forte no duatlo, mais compenetrado no triatlo. A maior dificuldade na natação não retira o foco do triatlo a António Barata, pois trata-se da “modalidade mãe” e, possivelmente, aquela que lhe pode permitir chegar a patamares mais altos.

“Sou mais forte no duatlo, mas tenho de apostar mais no triatlo porque é a componente olímpica e aquela onde posso vir a ser mais reconhecido, a ganhar mais. Costumo dizer que sou mais forte na corrida, gosto mais de treinar bicicleta e o que me custa mais é a água”, vinca.  

Amigo do famigerado triatleta fundanense Bruno Pais, António Barata confessa admiração, sem nunca deixar de lado a ambição de superar os seus feitos. A presença nos Jogos Olímpicos é, após longa travessia, o sonho maior do atleta encarnado.

“Quando fui para Lisboa ele (Bruno Pais) ajudou-me bastante. Tem um grande nome, a fasquia está elevada, mas se ele conseguiu tantos feitos, por que não hei de conseguir também? É preciso muito trabalho, alguma sorte”, reconhece o atleta encarnado. Acrescenta que “gostava bastante de ir a uns Jogos Olímpicos (JO)”, apesar da imensa dificuldade. Para já, joga pelo seguro e pensa a curto prazo: “melhorar bastante a natação, passar pelas Taças da Europa e do Mundo, ir às WTS’S (World Series Triathlon) e depois, por fim, conseguir os pontos necessários para os JO”, conclui.

Devido às circunstâncias de pandemia, há fortes hipóteses de a próxima prova agendada, o campeonato nacional de duatlo, em Odivelas, dia 26, não se realizar. Caso se confirme, a próxima aparição de António Barata deve ser, segundo o próprio, no país vizinho, na zona da Extremadura. Em outubro há os Nacionais de Triatlo e Duatlo Cross. 

 

 

notícia de Renato Santarém 


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