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Terça, 20 Out 2020
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SOCIEDADE
TWINTEX É EXEMPLO DE RESILIÊNCIA
Rádio Cova da Beira
Com quebras de encomendas, entre os 30 e os 40%, a Twintex diz que o despedimento de trabalhadores será o último recurso. A empresa, sediada em Aldeia Nova do Cabo, é um exemplo de resiliência, disse o autarca fundanense no final da visita do secretário de estado da economia. João Correia Neves apontou a formação e reconversão como um caminho “para amortecer o impacto do desemprego.”
Por Paula Brito em 10 de Sep de 2020

Segundo Bruno Mineiro, a pandemia comprometeu o próximo inverno, e como a empresa trabalha por estações, a inversão só deverá acontecer dentro de nove meses. Até lá, a empresa de confeções do Fundão, tenta reinventar-se.

 

“Nestas alturas é quando todos nos reinventamos, é quando nós, inclusive, pedimos para que todos contribuam para uma bolsa de ideias, sobre como poupar dentro da fábrica. A nossa última ideia é que isso atinja recursos humanos. Antes de chegarmos aí, vamos esgotar todas as possibilidades para que a fábrica fique mais ligeira e mais forte, para chegarmos ao outro lado do deserto, de uma forma impoluta.”

 

O objetivo imediato é estabilizar a empresa, que viu cair as encomendas para números semelhantes a 2015.

“Não sabemos se caímos mais, porque estamos a continuar a ter reduções em relação àquilo que tínhamos estimado, estamos, neste momento, com números de 2015. O nosso objetivo é saber quando é que os números estabilizam. Eles continuam a cair, e não é de esperar que haja uma inversão da tendência, antes de nove meses, porque o desenvolvimento do próximo inverno foi comprometido. A partir daí, esperamos que haja uma inversão da tendência.”

 

Bruno Mineiro, no final da visita que o secretário de estado da economia fez à empresa, esta manhã.

Apesar da quebra de 7% nas exportações, o governante fala numa evolução e recuperação do setor têxtil em particular e das exportações, no geral.

“Nós estamos com um nível de recuperação daquilo que são as nossas exportações, face aos meses anteriores, há uma evolução positiva, significativa. Ainda estamos a níveis abaixo daqueles que se verificaram em período homólogo do ano anterior, mas estamos já mais próximo daquilo que é o ponto em que estávamos no ano anterior, nomeadamente a quebra das exportações, que é muito significativa aqui no setor das confeções, nos estamos com um nível de quebra, à volta de 7% no conjunto das atividades económicas.” 

 

Segundo João Correia Neves, as medidas vão sendo adaptadas às necessidades. É o caso da formação e reconversão de trabalhadores, que está a ser estudada em conjunto com as associações empresariais, “aquilo que estamos a tentar fazer é encontrar mecanismos que permitam, do ponto de vista de atividades formativas, compensar alguma quebra de atividade que neste momento existe, e com isto amortecer o impacto no desemprego.”

 

Foi um dos temas abordados com o governante pelo presidente da câmara do Fundão. Segundo Paulo Fernandes, despois do lay off, a formação pode ser a próxima almofada para evitar os despedimentos nas empresas, “Que apareçam as diferentes propostas em que, a componente dos tais planos de formação interna possa ajudar na manutenção dos postos de trabalho”, o autarca acrescenta as vantagens desta medida “por um lado, a capacitação, e, por outro lado, o tal amortecedor que faça com que esse reajustamento não tenha como consequência a redução da empregabilidade, que era a pior noticia que podíamos ter.”

 

O presidente da câmara do Fundão falava no final da visita do secretário de estado da economia, esta manhã, à Twintex, que Paulo Fernandes chamou de “exemplo de resiliência.” 


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