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Sexta, 15 Jan 2021
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SOCIEDADE
TRABALHADORES DA COVIBUS DISPONÍVEIS PARA LUTA
Rádio Cova da Beira
Os trabalhadores da Covibus dão carta branca ao Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, para levar por diante todas as ações que entenda necessárias na luta pelo direito ao trabalho e à antiguidade.
Por Paula Brito em 30 de Aug de 2020

A decisão foi tomada por unanimidade, no plenário realizado na passada sexta-feira, que contou com mais de 25 trabalhadores, que manifestaram a sua “indignação e revolta”, pelo facto de estarem a ser confrontados com um contrato de trabalho de seis meses, com a empresa Transdev, quando a maioria está efetiva, há anos, na empresa Covibus.

 

Em causa o fim, a partir desta segunda feira, da concessão dos transportes públicos da Covilhã à Covibus.

“Estamos a falar de trabalhadores que estão ali desde o inicio da empresa, há anos, e aquilo que lhe estão a pedir é que assinem um contrato de seis meses. Os trabalhadores não estão para aí virados, como é óbvio, ninguém está há oito ou nove anos na empresa e abdica dessa antiguidade para assinar um contrato de seis meses, findo o qual, ou antes, qualquer entidade o põe na rua, sem ter de o indemnizar, e é isso que está em causa.”

 

Manuel Castelão, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, garante que o sindicato tudo fará pela salvaguarda dos direitos dos cerca de quarenta trabalhadores, mas espera que haja bom senso de alguma das partes envolvidas no processo, a saber, Câmara da Covilhã, Covibus e Transdev.

 

“Esperamos que haja alguém, com bom senso, que olhe para este problema com a seriedade que merece, porque estamos a falar de pessoas, de seres humanos, que têm filhos, têm famílias, têm obrigações correntes. Os trabalhadores não querem criar um processo de agitação social, porque já tivemos o exemplo do que foi, há cinco ou seis anos, na Covilhã e nós não queremos isso, porque esta luta também pelos munícipes e pelo direito ao transporte.”

 

A resolução tomada em plenário, onde os trabalhadores, manifestaram vontade de ir até onde for necessário, vai ser enviada para as duas empresas em causa, a câmara da Covilhã, a assembleia municipal da Covilhã, Partidos com assento parlamentar e Primeiro Ministro. 


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