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Quarta, 28 Out 2020
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POL�TICA
“A CÂMARA SOU EU!”
Rádio Cova da Beira
A expressão, “a câmara sou eu”, é utilizada por Filipe Batista para classificar, numa só frase, a atual gestão de António Beites à frente da câmara de Penamacor. Para o vereador do movimento “Penamacor no coração”, as incompatibilidades entre o presidente do município e a maioria socialista no executivo, ficaram ainda mais evidentes na última reunião pública.
Por Paula Brito em 24 de Aug de 2020

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No encontro, presidido pelo vice-presidente, devido à ausência de António Beites, “por motivos pessoais”, Manuel Joaquim Robalo, que detém o pelouro dos serviços e infraestruturas municipais, foi questionado sobre uma alteração de gestão, nos serviços externos do município.

 

 

“Os serviços externos estão a ser geridos, atualmente, por um assistente operacional. Na função pública há categorias, também existe a categoria de encarregado geral e, portanto, não faz sentido nenhum que seja um assistente operacional a dirigir todos os serviços externos.”

 

À constatação, Filipe Batista acrescenta as perguntas “porque é que, a este assistente operacional, lhe foi destinada uma viatura que o leva para a sua residência diariamente? E, para assumir esta responsabilidade, de que forma lhe estão a liquidar esses montantes extraordinários?”

 

Na resposta ao vereador da oposição, o vice-presidente da câmara de Penamacor, Manuel Joaquim Robalo, demarcou-se da decisão tomada por António Beites.

 

“Foi uma deliberação que me passou à parte, passou-me à margem, assumo-o pessoalmente. Embora tenha o serviço, o presidente decidiu atuar desta forma e resolver a situação, ou seja, aquela reunião com o funcionário que iria assumir toda a liderança do processo, não passou por mim. Efetivamente, os serviços externos têm dois encarregados, têm funções atribuídas, um está especificamente ligado à parte de gestão do armazém e o outro encarregado ficou com as infraestruturas.”

 

O episódio, vem colocar a nu as incompatibilidades que se têm vindo a agravar, entre o executivo e o presidente da câmara, que cada vez centraliza mais a gestão do município, considera Filipe Batista.

 

“Toda a gente sabe que há incompatibilidades entre o restante executivo e o presidente da câmara, podem dizer que não, porque, em termos políticos se reservam quanto a essa situação, mas há. Neste momento, há o presidente, que gere a câmara municipal, e todos os outros, que vimos aqui aprovar os temas que têm que vir aqui. Eu sou a câmara, é a expressão que melhor representa a atual gestão do presidente da câmara municipal de Penamacor.” 


Para o vereador do movimento “Penamacor no coração”, a expressão, inspirada na célebre frase do absolutista rei de França, Luís XIV, “l´état c´est moi”, é a que melhor caracteriza a gestão centralizadora de António Beites.

 

Uma situação que se tem vindo a agravar, devido ao trabalho que a oposição tem feito, de levantar questões que alertam os próprios vereadores, referiu Filipe Batista, no final, em declarações à comunicação social.    


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