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Terça, 27 Out 2020
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CULTURA
ESTE NA FEIRA DE TEATRO DE CASTILLHA Y LÉON
Rádio Cova da Beira
A Este - Estação Teatral participa na 23ª Feria de Teatro de Castilla y Léon, entre 25 e 29 de Agosto, em Ciudad Rodrigo (Espanha), com a peça "O relato de Alabad". A inauguração do certame decorre na terça-feira, 25 de Agosto, às 18h00, no Teatro Nuevo Fernando Arrabal, e conta, entre outros, com a presença do Diretor-Geral das Artes, Américo Rodrigues.
Por Paulo Pinheiro em 23 de Aug de 2020

O certame é reconhecido como um dos mais importantes eventos espanhóis na área das artes do espetáculo, a Feria de Teatro de Castilla y Léon caracteriza-se pela variedade, novidade e carácter multidisciplinar da sua programação, que este ano dá destaque ao teatro documentário, teatro fórum, performance, novas dramaturgias, artes de rua, bem como a "outros formatos que podem encontrar, num futuro próximo, novos nichos de mercado".

 

Este ano, a feira conta com a presença da Este - Estação Teatral, sediada no Fundão, fruto dos acordos de intercâmbio entre companhias e gestores culturais portugueses e espanhóis, sendo nesta perspetiva estratégica, comum aos dois países, que se enquadra, também, a presença do Tantonteria Teatro (Málaga), Projecte Ingenu (Barcelona), Baldo Ruiz & Paloma Calderón (Valladolid), entre outros projetos artísticos espanhóis, na próxima edição da Feira Ibérica de Teatro do Fundão, em Outubro próximo. A ESTE estreia a sua versão em castelhano do "Relato de Alabad" no primeiro dia do certame. "El Testimonio de Albad" conta com a tradução de Juan Ramon Santos.

 

 

 

Sobre a peça 

"O Relato de Alabad”, com texto original de Nuno Pino Custódio - que assina também a encenação -, conta ainda com a concessão plástica de Patrícia Raposo e a interpretação de Pedro Diogo e Pedro Rufino (músico).

 

Trata-se de um monólogo escrito e interpretado por Nuno Pino Custódio, com encenação de Miguel Seabra, entre 2002 e 2003, no Teatro Meridional.

 


A peça fala do ano de 1147 e da defesa de Lisboa contra portugueses e cruzados em trânsito para a Terra Santa (Segunda Cruzada). Partindo de relatos ocidentais, recria-se o ponto de vista do “lado de lá”, o dos muçulmanos, através da crónica de Alabad bin Muhammad Almançor, arqueiro e poeta. Fugido de Santarém (tomada de assalto pelos portugueses meses antes), Alabad e o seu irmão Youssef são acolhidos por um tio lisbonense, procurando aí recomeçar as suas vidas.


Mas a esperança de uma existência feliz naquela cidade florescente e muito populosa em breve se transformará numa tormenta, quando os cristãos chegam às portas da cidade para conquistá-la (na perspectiva do defensor), para reclamá-la (na ideia do invasor). O cerco, que durará quatro longos meses, vai obrigar os habitantes de Lisboa a viverem entre o limite das suas forças, tendo a fome e a peste como pano de fundo, e o necessitarem de continuar a enveredar esforços para repelir o inimigo.

Na tradição dos contadores de histórias e com acompanhamento musical-sonoro ao vivo, Alabad desdobra-se em inúmeras personagens e situações, descrevendo e confidenciando com palavras e gestos a perda de uma das mais importantes cidades comerciais do Al-Gharb Al-Andaluz. Já se conhecem os relatos de testemunhas presenciais do mesmo acontecimento. Agora há também este, vindo das muralhas de uma cidade caiada de branco. Tão verdadeiro e tão falso quanto os restantes que se conhecem…


 

 


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