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Terça, 11 Ago 2020
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SOCIEDADE
TECNOLOGIA CHEGOU AO COMBATE A INCÊNDIOS
Rádio Cova da Beira
Hoje, √© poss√≠vel comandar um teatro de opera√ß√Ķes, em tempo real, a partir de um teclado. Meios que est√£o ao dispor do combate a inc√™ndios, que permitem tomar decis√Ķes com base nas informa√ß√Ķes e imagens de avi√Ķes de coordena√ß√£o que existem para o efeito.
Por Paula Brito em 10 de Jul de 2020

É a tecnologia ao serviço da proteção civil que, segundo o comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco, permitem tomar decisões, com todo o conforto, em tempo real.

 

“É possível acompanhar um incêndio através deste teclado, de um simples telemóvel, e tomar decisões com base na informação que estamos a receber em tempo real, do incêndio. Hoje em dia, já é possível acompanhar um incêndio através de aviões de coordenação que existem específicos para o efeito, acompanhar incêndios com visão aérea em tempo real. Conseguir ver o flanco direito, o flanco esquerdo, se há casas, povoações próximas, o que é muito bom no conforto que nos dá para tomar decisões em tempo real.”

 

O distrito conta ainda com o apoio de 23 câmaras, que cobrem 80% do espaço florestal.

 

“E isso dá-nos o elemento diferenciador, quando temos que decidir se um incêndio é prioritário relativamente a outro. Porque temos a capacidade, em tempo real, de ver se a coluna de fumo está deitada, se a coluna de fumo é densa, se é clara, se o incêndio é dominado pela orografia, pelo vento, etc…  É essa a grande mais valia daquelas câmaras, por isso é que lhe chamamos câmaras de apoio à decisão, não são câmaras para vigiar pessoas nem para detetar incêndios.”

 

Francisco Peraboa, em entrevista ao programa “Flagrante Direto” da RCB. Desde o início de julho e, até final de setembro, que o país entrou na fase mais crítica do combate a incêndios e também a que mobiliza mais meios no terreno. No caso do distrito de Castelo Branco, estão 176 equipas disponíveis, com 809 operacionais, cerca de 200 meios terrestres e sete aéreos. Mais do que o incremento do dispositivo, mais 3,3%, Francisco Peraboa salienta a diversidade de meios.

 

“Quer seja na área da prevenção, quer seja na área da primeira intervenção, quer seja na área da fiscalização, ou propriamente dito, do combate. Um dispositivo diversificado para atuar nas várias áreas e para dar resposta às ocorrências de incêndio neste período mais gravoso.”


Francisco Peraboa, recorda que nesta altura, “todo o cuidado é pouco” e que é proibido fazer fogo em espaço florestal, queimas e queimadas também estão proibidas em dias de risco, e nos restantes dias, pelo menos até setembro, requerem autorização.


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