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Terça, 11 Ago 2020
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CULTURA
MUITO TARDA A AGENDA CULTURAL DA GUARDA
Rádio Cova da Beira
Deputado de Celorico da Beira questiona a Assembleia Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, (AIBSE) sobre a candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027. Albino Bárbara recorda que a AMBSE aprovou o apoio da candidatura da Guarda a capital europeia da cultura, há cerca de dois anos, e que, até à data, não se conhece nenhuma programação ou agenda cultural.
Por Paula Brito em 08 de Jul de 2020

“Passados dois anos, é com visível preocupação que consideramos este projeto, que tinha pernas para andar, e deveria ser estruturante, não só para a Guarda, mas para toda a região, um completo desencanto. Porque para além de nomeações de comissões e inauguração de uma sede, há duas semanas, não estão envolvidas associações culturais, comunicação social, empresas, sindicatos e organizações diversas da sociedade civil. A agenda de programação não é conhecida, alguém aqui conhece algum projeto?”

 

Uma pergunta, feita durante a assembleia intermunicipal da Comunidade das Beiras e Serra da Estrela, que decorreu na Covilhã, a que o próprio respondeu.


“Sabemos apenas que foram nomeadas as tais duas comissões, onde o senhor diretor executivo, na sua brilhante intervenção, teve a belíssima ideia de afirmar que o elo de ligação entre as 17 cidades envolvidas, ele disse cidades e não municípios e algumas são vilas, o elo de ligação é uma ciclovia. Eu estive lá e foi isso que ouvi. Estão por acaso a ver uma ciclovia a ligar o concelho de Seia e Sabugal? Provavelmente pela Torre.”

 

O deputado da assembleia intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, Albino Bárbara, compara o contrato celebrado pela câmara municipal com o diretor executivo da candidatura da Guarda a capital europeia da cultura, a um contrato desportivo leonino.

 


“Esse senhor, com a conivência que o poder autárquico guardense, aufere, neste momento, sete mil euros, 120 mil euros, mais IVA, avance a candidatura ou não. Só falta a clausula de rescisão. Eu sei que é uma prestação de serviço, mas é pago com o dinheiro de todos nós. Vejo que o atual diretor executivo da Guarda, candidata à capital europeia da cultura, ganha mais do que um ministro, que o primeiro ministro e, pasme-se, que o presidente da república!”


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