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Terça, 11 Ago 2020
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SOCIEDADE
AMC APROVA CONTAS
Rádio Cova da Beira
Com os votos contra da oposição, a assembleia municipal da Covilhã aprovou as contas da autarquia referentes ao ano passado. 2019 encerrou com um saldo positivo superior a 2,2 milhões de euros. Oposição diz que cheira a autárquicas, maioria fala em recuperação financeira.
Por Paula Brito em 06 de Jul de 2020

António João Rodrigues enumerou as obras prioritárias que, na opinião do Movimento De Novo Covilhã, ficaram por fazer:

“Na recuperação do parque social habitacional, nem um prego, as estradas permanecem na mesma, o saldo com que termina o ano no valor de 2,2 milhões de euros, parece ter o odor das eleições que se aproximam.”

 

Vítor Reis Silva, da CDU, recorda que a redução de sete milhões de euros da dívida, anunciada por Vítor Pereira, resultou de uma operação contabilística que englobou os empréstimos de médio e longo prazo, operações de leasing e acordos de pagamento.

 

“A verdade é que, a amortização da dívida de empréstimos a médio e longo prazo, foi de 4 milhões 236 mil, em amortizações e juros.” O deputado da CDU acrescenta que “só em compromissos assumidos e transitados, tem 9 milhões 832 mil euros, e neste valor, encontramos a economia local, empresas, juntas de freguesia, coletividades, escolas, centros de dia, IPSS, etc”

 

João Lopes Bernardo, do CDS-PP, destaca a redução no apoio às juntas de freguesia.

“Quando vejo aqui uma execução de 60% nas verbas para as juntas de freguesia, pouco mais de metade, acho que as juntas votarem favoravelmente contas deste género, em que as penalizam sucessivamente ano após ano é ser, perdoem-me o termo, um bocadinho masoquista. Pelo menos não se queixem, aguentem.”

 

Hugo Lopes, do PSD, destaca a baixa taxa de execução no investimento.

“A execução global do investimento foi de 35,5%, um valor historicamente baixo. Em 14 milhões que estavam previstos, a câmara executa pouco mais de 4 milhões de euros, não se arranjam as estradas, nem os passeios, e guardam-se 2.2 milhões de euros. Isto é para quê? Estão a guardar o dinheiro para a campanha eleitoral, para fazer as obras em tempo de eleições?”


Para Vítor Pinho, da bancada do Partido Socialista, as contas referentes a 2019, comprovam que este é o caminho certo. “Vimos afirmar que o resultado é prestigiante para este executivo, que, não só seguiu pelo caminho correto, como ainda valorizou mais  os aspetos positivos”, sublinhando a “grande diferença entre o discurso populista desta minoria e a realidade que tanto vem beneficiando os covilhanenses.”


Vítor Pereira classificou os argumentos da oposição de “chorrilho de banalidades” e “conversa do costume” em relação às obras. “Agora não se fazem, é incapacidade, depois fazem-se, é campanha eleitoral, é a costumeira conversa. Isto para dizer que não é correto dizer que nós temos dívidas a fornecedores, não é verdade, nós pagamos a nove dias.”

 

Além do relatório e contas de 2019, aprovado durante a tarde, depois de suspensa a assembleia municipal da manhã, no final do dia, já na segunda assembleia municipal, foram também aprovadas as contas consolidadas referentes a 2019, e que reúnem as contas de todas as empresas onde o município tem participação. 

 

Feitas as contas, foram 12 horas de assembleia municipal, no grande auditório da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior.  


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