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S√°bado, 08 Ago 2020
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SOCIEDADE
INCÊNDIO EM CANTAR GALO FAZ SOAR ALARMES
Rádio Cova da Beira
O inc√™ndio, junto √† escola de S. Domingos, foi rapidamente controlado, mas a situa√ß√£o indignou o presidente da Uni√£o de freguesias de Cantar Galo e Vila de Carvalho. Pedro Leit√£o acusa a c√Ęmara da Covilh√£ de desmazelo e falta de organiza√ß√£o na limpeza das faixas de combust√≠vel e da floresta.
Por Paula Brito em 05 de Jul de 2020

“Estamos rodeados de floresta por todo o lado, temos feito das tripas coração, colocado todos os nossos homens a tentar limpar, mas não temos capacidade técnica, nem de mão de obra, para fazer o nosso trabalho e o dos outros. Há um certo desmazelo na limpeza destas zonas e eu não quero arriscar mais a minha população, e venho aqui denunciar publicamente a necessidade de vir a câmara municipal dar uma ajuda nesta matéria, porque eu não quero ter aqui um Pedrógão, nem uma situação similar.”

 

O autarca recorda que nesta altura do ano ainda não está feita a limpeza das faixas de gestão de combustível nas estradas que ligam Cantar Galo – Canhoso, Vila de Carvalho – Canhoso e Vila de Carvalho – Teixoso.

 

“Para mim, este incêndio, são as campainhas a tocar em sinal vermelho, não podemos deixar passar mais, estamos em julho, em plena época de incêndios, isto tem que ser combatido."

 

Pedro Leitão diz que já solicitou à câmara da Covilhã, por várias vezes, através de ofícios e via telefone, ajuda, mas até à data sem sucesso. Por isso, além da denúncia publica, esta segunda-feira segue um novo ofício para o município.

 

“Um ofício a dizer se é preciso haver mortos para virem cá, depois alertar as entidades competentes porque eu não tenho meios, eu não tenho uma equipa de sapadores, há freguesias que têm duas. Há uma má organização do território”.

 

A RCB contactou o vereador com o pelouro das florestas na câmara da Covilhã que admite dificuldades em dar resposta na limpeza de mais de 600 hectares de faixas de gestão de combustível em todo o concelho.

 

“Num concelho como o nosso, com uma dimensão rural tão extensa, é difícil responder a todos e ao mesmo tempo. Na próxima quarta-feira tenho uma reunião com as seis equipas de sapadores florestais do concelho, a quem pensamos distribuir uma centena de hectares por cada.”

 

José Armando Serra dos Reis admite dificuldades em intervir numa altura em que é proibida a utilização de máquinas. “Os meses de julho e agosto vão ser minimizados com os serviços e meios da câmara, vamos já fazer algum trabalho, podemos não ir aos 10 metros, mas minimizar os efeitos nas estradas de Cantar Galo e Vila de Carvalho.”

 

Durante os próximos dois meses, a atuação será conforme as condições climatéricas o permitam, na próxima quarta-feira, José Armando Serra dos Reis vai apresentar um plano para evitar estas situações no futuro, que deverá passar pela gestão da limpeza todos os anos e não apenas de dois em dois.   


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