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CULTURA
ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES DE “O RELATO DE ALABAD”
Rádio Cova da Beira
A Estação Teatral (ESTE), sediada no Fundão, está a efectuar as últimas apresentações da sua 39ª produção “O Relato de Alabad”. Só tem mais três dias para apreciar este trabalho da companhia.
Por Paulo Pinheiro em 03 de Jul de 2020

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Após estreia no dia 25 do corrente mês, a peça “O Relato de Alabad” da Estação Teatral (ESTE) sobe ao palco mais três vezes: esta sexta-feira, 3 de Julho, às 21:30h. Amanhã à mesma hora e no domingo, ás 17:00h, no auditório da Moagem, no Fundão.

A estreia de “O Relato de Alabad” abriu a programação do Auditório da Moagem, após a paragem motivada pela pandemia, com a lotação do espaço reduzida em 50% e o acesso ao espectáculo, por parte do público, obedece às normas da  Direcção Geral de Saúde (DGS) sobre esta matéria, nomeadamente o respeito pelo distanciamento social e utilização de máscara.

 

"O Relato de Alabad”, com texto original de Nuno Pino Custódio - que assina também a encenação -, conta ainda com a concessão plástica de Patrícia Raposo e a interpretação de Pedro Diogo e Pedro Rufino (músico).

Trata-se de um monólogo escrito e interpretado por Nuno Pino Custódio, com encenação de Miguel Seabra, entre 2002 e 2003, no Teatro Meridional.

A peça fala do ano de 1147 e da defesa de Lisboa contra portugueses e cruzados em trânsito para a Terra Santa (Segunda Cruzada). Partindo de relatos ocidentais, recria-se o ponto de vista do “lado de lá”, o dos muçulmanos, através da crónica de Alabad bin Muhammad Almançor, arqueiro e poeta. Fugido de Santarém (tomada de assalto pelos portugueses meses antes), Alabad e o seu irmão Youssef são acolhidos por um tio lisbonense, procurando aí recomeçar as suas vidas. Mas a esperança de uma existência feliz naquela cidade florescente e muito populosa em breve se transformará numa tormenta, quando os cristãos chegam às portas da cidade para conquistá-la (na perspectiva do defensor), para reclamá-la (na ideia do invasor). O cerco, que durará quatro longos meses, vai obrigar os habitantes de Lisboa a viverem entre o limite das suas forças, tendo a fome e a peste como pano de fundo, e o necessitarem de continuar a enveredar esforços para repelir o inimigo. Na tradição dos contadores de histórias e com acompanhamento musical-sonoro ao vivo, Alabad desdobra-se em inúmeras personagens e situações, descrevendo e confidenciando com palavras e gestos a perda de uma das mais importantes cidades comerciais do Al-Gharb Al-Andaluz. Já se conhecem os relatos de testemunhas presenciais do mesmo acontecimento. Agora há também este, vindo das muralhas de uma cidade caiada de branco. Tão verdadeiro e tão falso quanto os restantes que se conhecem…

As reservas para os espectáculos podem ser feitas através do contacto telefónico 275773032 ou pelo email: gabcultural.cmfundao2@gmail.com.

 

c/ Renato Santarém 


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