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Sexta, 10 Jul 2020
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POL�TICA
MOÇÕES, LOUVOR E PROTESTO NA ASSEMBLEIA DA CIMBSE
Rádio Cova da Beira
Reunida na UBI, a assembleia intermunicipal da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) aprovou, esta manhã, por unanimidade, duas moções: uma, a exigir do governo prioridade na construção dos IC6, IC7 e IC37, outra, a exigir da Câmara da Covilhã a conclusão da estrada de ligação de Unhais da Serra à Nave de Sto. António.
Por Paula Brito em 29 de Jun de 2020

O deputado António João Rodrigues foi o autor das duas moções. A primeira a exigir do governo prioridade na construção dos IC6 (Covilhã-Coimbra), IC7, “que substitui a EN17, servindo Seia e Gouveia com portas de entrada para a Serra da Estrela” e IC37, “fazendo a ligação a Viseu e à rede nacional de autoestradas”. Para o deputado, estas acessibilidades são uma forma de desenvolver a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, combatendo o despovoamento do seu território que, “de 1950 a 2011, perdeu 42,24% da sua população.”

 

Uma moção que vai ser enviada ao Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Ministro das Infraestruturas, Grupos parlamentares, câmaras e juntas de freguesia da CIM das Beiras e Serra da Estrela.

 

A segunda moção, dirigida ao município da Covilhã, com o objetivo de beneficiar toda a Comunidade, solicita à câmara, presidida por Vítor Pereira, que dê prioridade à construção dos dois quilómetros que faltam à estrada que liga Unhais da Serra à Nave de Sto. António.

 

“Os unhaenses esperam e desesperam há mais de duas décadas pela conclusão desta obra, que consideram ser fundamental para o seu desenvolvimento económico, social e cultural, no que à atividade turística diz respeito.”

 

Da assembleia intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, que reuniu, esta manhã, no grande auditório da faculdade de ciências da saúde da Universidade da Beira Interior, saiu ainda um voto de louvor a todos os profissionais de saúde, das forças de segurança e socorro, executivos municipais e de freguesia, funcionários do setor social e da educação, entre todos os outros que estiveram sempre a assegurar o funcionamento da região durante o período de confinamento.

 

“Profissionais que, desde a primeira hora, estão no terreno, e nos têm ajudado a lidar com uma situação nova, completamente inesperada, e que até hoje não estamos capacitados para perspetivar até onde é que isto vai chegar.”

 

Hélio Fazendeiro, apresentou ainda um voto de protesto pela decisão do governo espanhol prorrogar, até 2030, o encerramento da central de Almaraz.

 

O tema já tinha sido objeto de uma moção, na assembleia intermunicipal da Comunidade das Beiras e Serra da Estrela, mas, os incidentes dos últimos dias voltaram a fazer soar as campainhas.

 

“Eu acho que esta comunidade deve reforçar o seu protesto com esta decisão do governo espanhol, que esta central encerre o mais breve possível".

 

Um protesto que vai chegar ao Presidente da República, Governo português e grupos parlamentares, mas também ao governo espanhol, governo regional da província de Cáceres e município de Almaraz. 


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