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Quinta, 24 Set 2020
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CULTURA
ESTAÇÃO TEATRAL ESTREIA "O RELATO DE ALABAD"
Rádio Cova da Beira
A ESTE – Estação Teatral estreia a sua 39ª produção, “O Relato de Alabad”, no quinta-feira, dia 25 de Junho, às 21h30, no auditório da Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão.
Por Paulo Pinheiro em 22 de Jun de 2020

Com apresentações entre 25 de Junho a 5 de Julho (de 5ª a sáb. às 21h30 / dom. às 17h00). "O Relato de Alabad”, com texto original de Nuno Pino Custódio que assina também a encenação, conta ainda com a concepção plástica de Patrícia Raposo e a interpretação de Pedro Diogo e Pedro Rufino (músico).

 

A estreia de “O Relato de Alabad” abre a programação do auditório da Moagem, após a paragem motivada pela pandemia, com a lotação do espaço reduzida em 50% e o acesso ao espectáculo, por parte do público, obedece às normas da Direcção Geral de Saúde, nomeadamente o respeito pelo distanciamento social e utilização de máscara.

 

As reservas para os espectáculos podem ser feitas através do tel: 275773032 ou pelo email: gabcultural.cmfundao2@gmail.com. Também no sentido de facilitar o acesso ao espectáculo, a companhia aconselha a reserva e levantamento de bilhetes antecipadamente.

 

 

“O relato de Alabad” foi um monólogo escrito e interpretado por Nuno Pino Custódio, com encenação de Miguel Seabra, entre 2002 e 2003, no Teatro Meridional.

 

A peça fala do ano de 1147 e da defesa de Lisboa contra portugueses e cruzados em trânsito para a Terra Santa (Segunda Cruzada). Partindo de relatos ocidentais, recria-se o ponto de vista do “lado de lá”, o dos muçulmanos, através da crónica de Alabad bin Muhammad Almançor, arqueiro e poeta. Fugido de Santarém (tomada de assalto pelos portugueses meses antes), Alabad e o seu irmão Youssef são acolhidos por um tio lisbonense, procurando aí recomeçar as suas vidas. Mas a esperança de uma existência feliz naquela cidade florescente e muito populosa em breve se transformará numa tormenta, quando os cristãos chegam às portas da cidade para conquistá-la (na perspectiva do defensor), para reclamá-la (na ideia do invasor). O cerco, que durará quatro longos meses, vai obrigar os habitantes de Lisboa a viverem ente o limite das suas forças, tendo a fome e a peste como pano de fundo, e o necessitarem de continuar a enveredar esforços para repelir o inimigo.Na tradição dos contadores de histórias e com acompanhamento musical-sonoro ao vivo, Alabad desdobra-se em inúmeras personagens e situações, descrevendo e confidenciando com palavras e gestos a perda de uma das mais importantes cidades comerciais do Al-Gharb Al-Andaluz. Já se conhecem os relatos de testemunhas presenciais do mesmo acontecimento. Agora há também este, vindo das muralhas de uma cidade caiada de branco. Tão verdadeiro e tão falso quanto os restantes que se conhecem…

 


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