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Sexta, 25 Set 2020
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CULTURA
CINEMA E TEATRO EM CASTELO BRANCO
Rádio Cova da Beira
O cine teatro Avenida, em Castelo Branco, exibe esta segunda-feira, pelas 21:30h, o filme Seberg.
Por Paulo Pinheiro em 22 de Jun de 2020

Sobre o filme:

 

Em finais dos anos 60 do século XX, um programa de vigilância do FBI começa a centrar-se na actriz Jean Seberg devido ao seu envolvimento com o activista dos direitos civis Hakim Jamal, membro dos Black Panthers. Depressa, a acriz vê a sua vida e a sua carreira em risco, à medida que a vigilância e o assédio começam a afetá-la a ela e às pessoas que lhe são mais próximas. Com Kristen Stewart, Jack O'Connell, Anthony Mackie, Zazie Beetz, Vince Vaughn, Stephen Root, Yvan Attal, Colm Meaney, Margaret Qualley, Laura Campbell, Jade Pettyjohn Realização Benedict Andrews Produção Stephen Hopkins, Alan Ritchson, Brian Kavanaugh-Jones, Kate Garwood, Fred Berger, Bradley Pilz, Marina Acton Argumento Anna Waterhouse, Joe Shrapnel .

 

 

 

 

 

 

Na quarta-feira, 22 de Junho, ao cine teatro Avenida regressa o teatro.


"A BELA VERDADE" - De Carlo Goldoni é apresentado pelo Teatro das Beiras,. A encenação de Gil Salgueiro Nave Estreou na Covilhã, em 10 de Outubro de 2019

 

Sobre o espetáculo: Carlo Goldoni (1707-1793), referência fundamental do teatro europeu do século XVIII, influenciou profundamente o gosto e a prática teatral do seu tempo operando a “reforma” do teatro italiano, reforma que desencadeou os fundamentos de uma nova dramaturgia europeia. Portugal esteve na rota deste autor. Largas dezenas de comédias, farsas e “dramas per musica” da autoria de Goldoni, foram traduzidas e adaptadas ao “gosto português” e insistentemente programadas nos “Theatros Públicos da Corte” do Portugal de setecentos. O número de obras do autor depositadas na Biblioteca Nacional de Lisboa, confirma a importância do teatro goldoniano no nosso país. A prática de um reportório atento à história do teatro, à sua escrita e realização cénica, tem proporcionado uma recorrente relação do Teatro das Beiras com a obra de Carlo Goldoni: a companhia produziu no ano 2000, “Uma das últimas tardes de carnaval”, em 2007 ,“Molière” (comédia biográfica que Goldoni escreve homenageando aquele de quem era grande admirador) e em 2012, “Farsas per Música” (La Cantarina e Matrimónio discorde). Goldoni escreve, em 1762, ”A Bela Verdade”, uma das obras mais originais e a mais autobiográfica, onde o autor é representado pelo personagem Lorano Glodoci, precisamente no papel de escritor de peças. No argumento, uma companhia ensaia o drama jocoso "As Bodas". Actores e empresário solicitam a Glodoci, o autor, para que escreva um novo argumento capaz de interessar e movar o público. O autor aceita por fim e não sem dificuldade, compor uma nova obra; “uma obra em gestação”. A partir de então, actores e empresário todos lhe apresentam exigências. O enfadado autor tem de enfrentar todo o tipo de dificuldades; o mau humor do empresário, os caprichos dos actores, disputas de papéis, contratempos… Apesar de tudo consegue impor os seus critérios e escreve uma “obra-verdade”, exatamente a que se está representando. O drama é, desta forma, um quadro de costumes sobre o mundo do teatro, dos artistas, do palco e simultaneamente, uma reflexão sobre o entendimento e a forma que Goldoni encontra para expor o seu conceito da “verdade” teatral. Esta obra destaca o conceito que Goldoni se propõe encetar, sobressaindo o sentido autobiográfico e carácter metateatral. Goldoni apresenta os ingredientes para um teatro que substitua os arquétipos já desgastados dos personagens/máscara da commedia dell’arte, para dar lugar a personagens de carácter realista e rosto humano, anunciadores de mudanças sociais que inevitavelmente se aproximavam com as alterações políticas do tempo.

 

O texto é Carlo Goldoni Tradução e Encenação: Gil Salgueiro Nave Cenografia e figurinos: Luís Mouro Música original: Helder Filipe Gonçalves Desenho de luz: Fernando Sena Operação de luz e som: Pedro Bilou Confecção de figurinos: Cidália Guerreiro Carpintaria: Ivo Cunha Cartaz: Luís Mouro Produção: Celina Gonçalves Fotografia e Vídeo: Ovelha Eléctrica Interpretação: Fernando Landeira, Hâmbar de Sousa, Inês Barros, Roberto Jácome, Sílvia Morais, Susana Gouveia e Tiago Moreira Duração: 90 minutos.

 


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