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Segunda, 21 Set 2020
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CULTURA
CASTELO BRANCO: CINE TEATRO AVENIDA REABRE
Rádio Cova da Beira
Em Castelo Branco, reabrem esta segunda-feira, 15 de Junho, vários espaços culturais., entre eles o Cine Teatro Avenida e o auditório do Centro Cultural de Alcains.
Por Paulo Pinheiro em 15 de Jun de 2020

Esteve encerrado durante quase três meses devido às medidas tomadas pelo Governo de combate à pandemia da Coivid-19  e ao Estado de Emergência decretado pelo Presidente da República, o Cine Teatro Avenida, em Castelo Branco, recebe quatro eventos até ao final do mês de Junho. O primeiro é já na quinta-feira, 18 de Junho, com teatro. A ASTA apresenta a peça “A Lã e a Neve”.

 

Sobre a peça

 LANO KAJ NEGO – A Lã e a Neve. Debruça-se sobre a obra de Ferreira de Castro “A Lã e a Neve”, um símbolo para a identidade social e cultural da região da Beira Interior, para além de ser uma referência da literatura nacional. Interessou-me encontrar um veículo que servisse por um lado o contexto local e ao mesmo tempo projetasse as questões e anseios da nossa humanidade. A peça acompanha o percurso de Horácio, de pastor em Manteigas ansiando um dia reunir as condições financeiras para poder ter a casa que sonha para viver com a sua família, até se tornar tecelão numa fábrica na Covilhã e confrontar-se com a dura realidade do operariado. Enquadrada nos anos 40 do séc. XX, durante o período da Segunda Guerra Mundial e com a ditadura em Portugal como pano de fundo, olha-se para a serra isolada e para as condições precárias em que vivem aqueles serranos, e olha-se para o auge do mundo industrial e têxtil na Covilhã onde o trabalho se torna uma reivindicação social importante. Ferreira de Castro coloca-nos perante a busca incessante dos homens e das mulheres por melhores condições de vida, esperando que um dia chegue esse tal “mundo novo” a que todos aspiram. *A Lã e a Neve na língua esperanto. O esperanto é referido na obra, através de um personagem emblemático e fulcral para a narrativa, Marreta, que representa a busca dos ideais progressistas que Ferreira Castro subliminarmente insere. O esperanto é uma língua artificial criada como uma tentativa de projetar uma língua universal. Ficha Técnica: Produção: ASTA Direção: Miguel Pereira Texto: Ferreira de Castro Interpretação: Bruno Esteves, Carmo Teixeira, Sérgio Novo Consultadoria Artística: Miguel Rainha Desenho de luz_ Miguel Pereira com Bruno Esteves e Pedro Fonseca/coletivo ac Figurinos: Jorge Mendes Fotografia: Rita Carrilho Vídeo: Tiago Moura Produção e Comunicação: Rui Pires Assistência de Produção e Comunicação: Helena Ribeiro Coprodução: Câmara Municipal da Guarda, Câmara Municipal de Gouveia, Freguesia de Famalicão da Serra, Teatro Municipal da Guarda, Cine Teatro de Gouveia, Casa da Cultura de Famalicão da Serra Apoios: Câmara Municipal da Covilhã, IPDJ, New Hand Lab, Oriental de São Martinho Agradecimentos: Museu de Lanifícios (Covilhã), Museu do Meio (Meio) Classificação etária: M/12 Idioma: Português Duração: 60m A ASTA é uma estrutura financiada pela República Portuguesa - Cultura | DGArtes - Direção Geral das Artes.

O bilhete de entrada custa cinco euros.

 

 

A música volta àquele espaço no dia 20 de Junho, às 21:30 horas, com um concerto de Tiago Bettencourt, inserido no “Festival Regresso ao Futuro” que contará com vários espetáculos noutras salas de Portugal.

No dia 22 de Junho, o Cine-Teatro exibe o filme Seberg – Contra Todos os Inimigos, de Benedict  Andrews às 21h30 horas. O teatro regressa no dia 24 de Junho com a peça “A Bela Verdade”, .

 

 

Sobre TIAGO BETTENCOURT : 20 é o número mágico que vai voltar a ligar o som e a acender as luzes dos Teatros Municipais, resgatando-nos ao silêncio e ao afastamento a que a Covid-19 nos votou: no dia 20 de Junho de 2020, às 21H30, 21 artistas portugueses e 21 Teatros Municipais celebram o Regresso ao Futuro. Os bilhetes têm o preço único de 10€ e estão à venda a partir de terça-feira, 9 de Junho, nos locais habituais e nas bilheteiras dos Teatros. Regresso ao Futuro reafirma a vocação decisiva dos Teatros Municipais para a sustentabilidade da cultura em Portugal, a sua importante contribuição para a circulação artística, agindo como um catalisador de esperança, resiliência e confiança para o público, sempre dentro das regras sanitárias em vigor. É, simultaneamente, também um acontecimento solidário que une e mobiliza os Teatros Municipais, os artistas, as equipas técnicas, a organização da Sons em Trânsito e o público numa frente comum que culmina na entrega das receitas de bilheteira ao Fundo de Solidariedade para a Cultura, criado pela Audiogest (associação que representa produtores musicais) e GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas), destinado a todos os profissionais dos setores das artes. O objetivo deste fundo é apoiar financeiramente, até ao limite das disponibilidades, profissionais (incluindo profissionais independentes e trabalhadores) do setor cultural, que se encontram a braços com uma crise sem precedentes, tantos deles arredados dos apoios públicos, precisamente fruto da precariedade estrutural do setor. Tratar-se-á, não de um apoio à produção, mas de um verdadeiro auxílio solidário de emergência que procurará dar prioridade àqueles que têm maiores necessidades económicas. Em determinadas condições poderão ser apoiadas algumas empresas do setor, sempre com o objetivo e condição da manutenção dos postos de trabalho. O público é ainda convidado a levar alimentos não perecíveis para entrega nos Teatros, que serão recolhidos e distribuídos pela União Audiovisual junto dos profissionais dos setores das artes que se encontram em situação de maior vulnerabilidade alimentar.

 

 

 

Cinema com o filme SEBERG - Em finais dos anos 60 do século XX, um programa de vigilância do FBI começa a centrar-se na atriz Jean Seberg devido ao seu envolvimento com o ativista dos direitos civis Hakim Jamal, membro dos Black Panthers. Depressa, a atriz vê a sua vida e a sua carreira em risco, à medida que a vigilância e o assédio começam a afetá-la a ela e às pessoas que lhe são mais próximas. Com Kristen Stewart, Jack O'Connell, Anthony Mackie, Zazie Beetz, Vince Vaughn, Stephen Root, Yvan Attal, Colm Meaney, Margaret Qualley, Laura Campbell, Jade Pettyjohn Realização Benedict Andrews Produção Stephen Hopkins, Alan Ritchson, Brian Kavanaugh-Jones, Kate Garwood, Fred Berger, Bradley Pilz, Marina Acton Argumento Anna Waterhouse, Joe Shrapnel .

 

Bilhete: quatro euros

 

 

 

Novamente o teatro com a A BELA VERDADE - De Carlo Goldoni Encenação de Gil Salgueiro Nave Estreou na Covilhã, em 10 de outubro de 2019 Sobre o espetáculo: Carlo Goldoni (1707-1793), referência fundamental do teatro europeu do século XVIII, influenciou profundamente o gosto e a prática teatral do seu tempo operando a “reforma” do teatro italiano, reforma que desencadeou os fundamentos de uma nova dramaturgia europeia. Portugal esteve na rota deste autor. Largas dezenas de comédias, farsas e “dramas per musica” da autoria de Goldoni, foram traduzidas e adaptadas ao “gosto português” e insistentemente programadas nos “Theatros Públicos da Corte” do Portugal de setecentos. O número de obras do autor depositadas na Biblioteca Nacional de Lisboa, confirma a importância do teatro goldoniano no nosso país. A prática de um reportório atento à história do teatro, à sua escrita e realização cénica, tem proporcionado uma recorrente relação do Teatro das Beiras com a obra de Carlo Goldoni: a companhia produziu no ano 2000, “Uma das últimas tardes de carnaval”, em 2007 ,“Molière” (comédia biográfica que Goldoni escreve homenageando aquele de quem era grande admirador) e em 2012, “Farsas per Música” (La Cantarina e Matrimónio discorde). Goldoni escreve, em 1762, ”A Bela Verdade”, uma das obras mais originais e a mais autobiográfica, onde o autor é representado pelo personagem Lorano Glodoci, precisamente no papel de escritor de peças. No argumento, uma companhia ensaia o drama jocoso "As Bodas". Actores e empresário solicitam a Glodoci, o autor, para que escreva um novo argumento capaz de interessar e movar o público. O autor aceita por fim e não sem dificuldade, compor uma nova obra; “uma obra em gestação”. A partir de então, actores e empresário todos lhe apresentam exigências. O enfadado autor tem de enfrentar todo o tipo de dificuldades; o mau humor do empresário, os caprichos dos actores, disputas de papéis, contratempos… Apesar de tudo consegue impor os seus critérios e escreve uma “obra-verdade”, exatamente a que se está representando. O drama é, desta forma, um quadro de costumes sobre o mundo do teatro, dos artistas, do palco e simultaneamente, uma reflexão sobre o entendimento e a forma que Goldoni encontra para expor o seu conceito da “verdade” teatral. Esta obra destaca o conceito que Goldoni se propõe encetar, sobressaindo o sentido autobiográfico e carácter metateatral. Goldoni apresenta os ingredientes para um teatro que substitua os arquétipos já desgastados dos personagens/máscara da commedia dell’arte, para dar lugar a personagens de carácter realista e rosto humano, anunciadores de mudanças sociais que inevitavelmente se aproximavam com as alterações políticas do tempo. Ficha artística: Texto: Carlo Goldoni Tradução e Encenação: Gil Salgueiro Nave Cenografia e figurinos: Luís Mouro Música original: Helder Filipe Gonçalves Desenho de luz: Fernando Sena Operação de luz e som: Pedro Bilou Confecção de figurinos: Cidália Guerreiro Carpintaria: Ivo Cunha Cartaz: Luís Mouro Produção: Celina Gonçalves Fotografia e Vídeo: Ovelha Eléctrica Interpretação: Fernando Landeira, Hâmbar de Sousa, Inês Barros, Roberto Jácome, Sílvia Morais, Susana Gouveia e Tiago Moreira Duração: 90 minutos.

 

Bilhete: cinco euros

 

A Câmara Municipal de Castelo Branco deixa o apela para uma utilização consciente de todos os espaços culturais e recomenda o cumprimento do distanciamento social e das normas da Direcção Geral de Saúde.

 

 


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