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Segunda, 21 Set 2020
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CULTURA
EVOCAÇÃO A EUGÉNIO DE ANDRADE
Rádio Cova da Beira
A junta de freguesia de Castelo Branco promove este sábado, 13 de Junho, a partir das 11:00h, na rua dos Chões, em Castelo Branco, uma actividade cultural de evocação ao poeta Eugénio de Andrade,no dia em que passam 15 anos da morte, no Porto, do poeta natural de Póvoa de Atalaia, freguesia do concelho do Fundão.
Por Paulo Pinheiro em 13 de Jun de 2020

O poeta nasceu na freguesia de Póvoa de Atalaia, no Fundão, no dia 19 de Janeiro de 1923. Mudou-se para Lisboa aos dez anos devido à separação dos seus pais.

 

Frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas em 1936. Em 1938 enviou alguns desses poemas a António Botto que, gostando do que leu, o quis conhecer. Botto incentivou-o nessa senda, e em 1940, publicou o seu primeiro livro Narciso, sob o seu verdadeiro nome, que mais tarde viria a rejeitar.

 

Em 1943 mudou-se para Coimbra, onde regressa depois de cumprido o serviço militar convivendo com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Tornou-se funcionário público em 1947, exercendo durante 35 anos as funções de Inspector Administrativo do Ministério da Saúde. Uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se no Porto em 1950, numa casa que só deixou mais de quatro décadas depois, quando se mudou para o edifício da extinta Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro.

 

Recebeu inúmeras distinções, entre as quais o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (1988), Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) e Prémio Camões (2001). A 8 de Julho de 1982 foi feito Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico e a 4 de Fevereiro de 1989 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.

 

 

Faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto, após uma doença neurológica prolongada. Encontra-se enterrado no Cemitério do Prado do Repouso, no Porto. A sua campa é rasa em mármore branco, desenhada pelo arquitecto amigo Siza Vieira, possuindo os versos do seu livro As Mãos e os Frutos.


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