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Terça, 14 Jul 2020
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SOCIEDADE
APIZÊZERE RECLAMA MEDIDAS
Rádio Cova da Beira
Apizêzere considera que a situação é de catástrofe e reclama medidas urgentes. Em entrevista à RCB, Gonçalo Batista, dirigente da Associação de Agricultores de Produção Integrada, que representa 220 produtores da região, pede medidas adequadas à gravidade.
Por Paula Brito em 05 de Jun de 2020

“Existe aqui uma situação de catástrofe, e que é preciso por em marcha as linhas disponíveis, nomeadamente, a linha que existe no PDR de reposição do processo produtivo, e também das linhas de crédito que foram solicitadas para dar apoio aos agricultores que estão descapitalizados”.

 

Segundo Gonçalo Batista, não foi apenas a cereja que foi bastante afetada com a trovoada do último domingo.

 

“Há muito mais culturas, nomeadamente tudo o que é fruta de caroço, alperce, nectarina, alperce, ameixa, todos estes frutos estão com uma quebra significativa em toda a Cova da Beira”.

 

Dos 220 produtores associados da Apizêzere mais de 70% têm seguro de colheita. “Não é a solução ideal, mas é preferível esta solução do que não ter nenhuma, porque neste momento, o seguro de colheitas é a única ferramenta que o agricultor dispõe para fazer face a estas adversidades”.

 

No seu caso particular, Gonçalo Batista, fala em perda total nas três culturas que tem na Quinta da Gramenesa no Fundão.

 

“Tenho em produção a vinha e o olival, em ambas tenho uma perda total, não vou ter retorno do investimento que lá fiz e não vou ter no próximo ano, porque a cultura ficou afetada em todos os ramos que irão produzir no ano seguinte. Tenho um cerejal que é novo e que ficou afetado e que irá prejudicar o seu desenvolvimento.” 


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