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Terça, 14 Jul 2020
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SOCIEDADE
ANO “HORRIBILIS” PARA A CEREJA
Rádio Cova da Beira
Depois do nevão tardio, e da pandemia, a cereja do Fundão sofreu, ontem, um novo golpe. A tempestade de granizo, chuva e vento fortes, não só, acabaram com o que restava da cereja, como comprometeram outras culturas. Paulo Fernandes fala em, pelo menos, 20 milhões de prejuízo.
Por Paula Brito em 01 de Jun de 2020

O autarca fundanense prepara um levantamento dos danos para entregar às ministras da agricultura e  da coesão territorial, ao Primeiro Ministro e ao Presidente da República, com um pedido de reforço dos apoios já anunciados para o setor, devido à Covid-19.

 

“Neste momento, as linhas de crédito que pedimos são ainda mais vitais, mas, do levantamento que estamos a fazer há danos estruturais nos nossos pomares, por isso as linhas de apoio à reposição da capacidade produtiva, dentro do PDR-Plano de Desenvolvimento Rural, algumas a fundo perdido, devem ser acionadas.”

 

Segundo Paulo Fernandes, os maiores prejuízos estão no setor agrícola. O autarca fala em ano horribilis para o setor.

 

“Num ano horribilis a todos os níveis, estamos a ver toda a estrutura produtiva e de rendimentos totalmente destruída. A cereja, sobretudo na zona norte, ficou praticamente toda destruída, mas também o pêssego, a vinha e o olival, foram muitíssimo destruídos”.

 

Para além dos prejuízos na agricultura, no concelho do Fundão, ainda se registaram outros danos.

 

“A zona industrial do Fundão foi particularmente afetada, não só devido a descargas elétricas, mas também pelo granizo, que chegou a ter um metro de altura, uma coisa nunca vista, o peso danificou algumas coberturas. Também algumas unidades hoteleiras foram afetadas, assim como infraestruturas públicas, como águas pluviais, muros de suporte, redes viárias.”

 

Foi no concelho do Fundão que se registaram os maiores estragos. Na Covilhã, segundo Vítor Pereira, não houve queda de granizo, apesar da chuva intensa ter provocado danos na agricultura.

 

“Apesar da intempérie intensa não houve grandes quantidades de granizo, a não ser na zona sul do concelho, ainda assim choveu com muita intensidade, de tal forma que, em alguns sítios a vindima está feita, o mesmo acontece com a cereja, com o pêssego, abstraindo-me agora de falar de outras culturas igualmente importantes na nossa região.”

 

O autarca covilhanense entende que, face à situação, devem ser reforçados os apoios.

 

“Vamos ver o que conseguimos obter, sendo certo que não vamos baixar os braços e vamos lutar, todos em conjunto, para que as ajudas surjam e se minimizem os impactos que a intempérie teve na nossa região.”

 

Segundo Vítor Pereira, no concelho da Covilhã não se registaram graves ocorrências devido ao temporal.


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