RCB/TuneIn
Terça, 14 Jul 2020
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POL�TICA
RUDE E CMC CHEGAM A ACORDO
Rádio Cova da Beira
Acabou o diferendo entre a RUDE e a Câmara Municipal da Covilhã. Carlos Pinto e Vítor Pereira chegaram a acordo, e o tribunal de trabalho poderá passar a funcionar na Casa dos Magistrados, onde se encontra atualmente a Rude.
Por Paula Brito em 29 de May de 2020

A Associação de Desenvolvimento Local, presidida por Carlos Pinto, desiste dos três processos que moveu ao município da Covilhã, e, até 31 de agosto, abandona o edifício da casa dos magistrados, junto ao tribunal da Covilhã. Um bom acordo para as duas partes, considerou esta manhã Vítor Pereira, no final da reunião privada onde foi ratificada a decisão.

 

“Há aqui dois objetivos importantes que foram atingidos, que é a disponibilidade da Casa dos Magistrados para lá ser instalado o Tribunal de Trabalho que está em más condições, sem conforto e comodidade no palácio da justiça e, por outro lado, é a redução substancial do valor da quota”.

 

Segundo o autarca, o município poupou 62 mil euros, além de dois anos de isenção de quotas na Associação (84 mil euros) e redução do valor da quota de 3.500 euros para 2 mil euros a partir de 2022.

 

Adolfo Mesquita Nunes votou contra, o vereador do CDS-PP diz que está na hora de dizer basta às permanentes quezílias entre Vítor Pereira e Carlos Pinto que só têm prejudicado a Covilhã.

 

“Os covilhanenses pagam caro as quezílias entre o presidente e o ex-presidente de câmara, são os covilhanenses que pagam as tricas entre ambos, e era hora dos covilhanenses se livrarem desta permanente quezília que distrai as atenções do executivo, polui o debate político e sai caro ao erário público.”

 

Questionado se este acordo é o enterrar do machado de guerra entre o atual e o ex-presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira diz que não há guerras.

 

“Eu sei que o ponto de vista mediático e jornalístico tem interesse os senhores tratarem o assunto, mas, não há guerras, eu sou um homem de paz, não de guerras. Também gosto de uma boa guerra, mas daquelas em que não envolve considerações de natureza pessoal, o debate frontal, leal, aberto e franco, essas guerras adoro-as, agora guerras pessoais, não, não está no meu ADN, nem as fomento nem as alimento.”

 

Recorde-se que Vítor Pereira moveu um processo a Carlos Pinto, por difamação, que ficou conhecido como o caso o Pelourinho, mas que ainda não foi a julgamento. Questionado se o acordo agora alcançado prevê a desistência de outros processos, Vítor Pereira disse que “à justiça o que é da justiça”.

 

Quanto ao acordo agora alcançado implica a desistência da RUDE de três processos. O primeiro, diz respeito às quotas em dívida da CMC, referentes aos anos 2016/2017, em que a Rude reclamava 94 mil euros, e o acordo prevê o pagamento de 70 mil.

 

O segundo processo, diz respeito às quotas de 2018/2019, em que RUDE reclamava o pagamento de 84 mil euros e o acordo prevê o pagamento de 70 mil.

 

O terceiro processo, tem a ver com a benfeitorias que a RUDE realizou no edifício da Casa dos Magistrados. O valor reclamado pela RUDE era de 54.212 euros e o acordo prevê o pagamento de 30 mil euros.

 

Apesar dos esforços, até ao momento não foi possível falar com o presidente da direção da RUDE, Carlos Pinto, que, esta manhã, enquanto vereador do município, ausentou-se da reunião antes da votação deste ponto.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2020 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados