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Terça, 07 Jul 2020
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SOCIEDADE
MINEIROS DA PANASQUEIRA ANUNCIAM GREVE
Rádio Cova da Beira
Os trabalhadores das Minas da Panasqueira fazem greve três horas por dia, entre 15 e 20 de Junho. Os mineiros reivindicam melhores salários e a melhoria condições de trabalho.
Por Paulo Pinheiro em 29 de May de 2020

Em comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) denuncia a decisão da Beira Tin Beralt Tin and Wolfram Portugal de ter baixado a proposta que tinha apresentado no dia 3 de Março de 2020 “e que já era ridícula (0,23 euros por dia), e agora pretende que esse valor  seja aplicado apenas a partir de 1 de Julho”.

 

Para o sindicato, a empresa que detém a exploração das minas tem todas as condições para satisfazer as reivindicações dos trabalhadores De acordo com a estrutura sindical, o grupo canadiano Almonty, da qual a BTWF faz parte, obteve no ano de 2019 resultados de 16 milhões 440 mil euros.

 

“Os trabalhadores contribuíram para estes resultados, é da mais inteira ajustiça que a riqueza criada seja distribuída por quem a produz”, frisa.

O Sindicato da Indústria Mineira apresentou um pré-aviso de greve que abrange todos os locais de trabalho uma paralisação de três horas por dia, no final do turno da Equipa de Carregadores, e no início de cada turno, para os restantes trabalhadores, a partir das 07:00 do dia 15 de Junho de 2020 e até à 02:00 do dia 20 de Junho de 2020.

Durante esses cinco dias será ainda feita greve a todo o trabalho suplementar.

 

A administração da Beralt Tin and Wolfram Portugal afirma que não pode ir mais longe na proposta inicial e destaca que a mesma foi mantida apesar de a situação económica nacional e internacional ter mudado drasticamente devido à crise pandémica e de a empresa estar a sofrer consequências com isso, avança o JN que cita declarações do administrador da Beira Tin à agência Lusa.

 

António Corrêa de Sá defende ainda que o aumento proposto está acima dos aumentos para a função pública e acima da inflação, e mostrou-se "muito apreensivo" com as consequências que a greve terá na produção, vincando que a redução será sinónimo de "mais prejuízos" e que espera que não se traduza numa situação em que a empresa deixe de conseguir pagar salários.

A administração da Beralt Tin and Wolfram Portugal afirma que não pode ir mais longe na proposta inicial e destaca que a mesma foi mantida apesar de a situação económica nacional e internacional ter mudado drasticamente devido à crise pandémica e de a empresa estar a sofrer consequências com isso, avança o JN que cita declarações do administrador da Beira Tin.

 

O administrador defende ainda que o aumento proposto está acima dos aumentos para a função pública e acima da inflação, e mostrou-se "muito apreensivo" com as consequências que a greve terá na produção, vincando que a redução será sinónimo de "mais prejuízos" e que espera que não se traduza numa situação em que a empresa deixe de conseguir pagar salários.


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