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Domingo, 12 Jul 2020
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SOCIEDADE
USCB EXIGE APOIOS AOS TRABALHADORES
Rádio Cova da Beira
A união de sindicatos de Castelo Branco vem, em comunicado, desafiar as empresas do distrito que estão em processo de «lay-off» a suportar a diferença entre o valor que lhes é atribuído pela segurança social e a totalidade do salário dos trabalhadores.
Por Nuno Miguel em 26 de May de 2020

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De acordo com aquela estrutura sindical “no distrito de Castelo Branco, tal como no país, foram muitas as empresas que recorreram ao regime de «lay-off» simplificado” pelo que “muitos trabalhadores foram obrigados a ir para a casa a tempo completo ou parcial com perda significativa do seu rendimento” sendo que “as grandes empresas foram as que mais facilmente viram a sua candidatura aprovada e as micro, pequenas e médias empresas foram as que tiveram mais dificuldades a aceder a este instrumento”. 
A união de sindicatos de Castelo Branco sustenta que “os dados oficiais dizem que no país uma em cada duas das grandes empresas está a receber apoios do estado, enquanto as micro e pequenas empresas a ser apoiadas não chegam a uma em cada dez”. o que comprova que “este instrumento não é igual para todas”.
“No actual formato do «lay-off» simplificado”, afirma a USCB “as empresas recebem, a segurança social paga e os trabalhadores perdem, pois estes apenas recebem dois terços da sua remuneração. A maioria receberá 635 euros aos quais são deduzidos os 11% para a segurança social, mas as empresas apenas pagam um terço de 70% da remuneração dos trabalhadores, ficam isentas de pagar à segurança social e no final ainda recebem do IEFP um salário mínimo nacional por cada trabalhador colocado naquela situação”.
A união de sindicatos sustenta que “a direita política e a direita económica e social, com o impulso do Presidente da República, pressionam o governo para haver um prolongamento do «lay-off» simplificado, podendo ir até Setembro ou até final do ano. Se isto vier a acontecer os trabalhadores atingidos vão continuar a ter uma acentuada e inaceitável perda de rendimento e, prolongando-se até final do ano, o que vai acontecer é a tentativa de alterar o período de gozo das férias e a redução do valor das férias, do subsídio de férias e do 13º mês”.
Face a esta situação, a USCB “exorta os trabalhadores a lutarem nas empresas contra um «lay-off» que lhes rouba o salário e o futuro” e disponibiliza-se para “a realização das acções e iniciativas gerais que se venham a mostrar necessárias”.

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