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BARRAGEM DE OCREZA: ESTUDOS CONCLU√ćDOS ESTE ANO
Rádio Cova da Beira
Os estudos pedidos pelo Governo à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre a viabilidade da construção da barragem de Ocreza devem estar concluídos até final do ano.
Por Paulo Pinheiro em 21 de Apr de 2020

A informação foi transmitida pelo Ministério do Ambiente e da Acção Climática, em resposta aos deputados do Partido Socialista eleitos pelo distrito de Castelo Branco, que em Dezembro questionaram o Executivo sobre a redução dos caudais dos rios Tejo e Pônsul e a construção da barragem de Ocreza.

Os estudos solicitados à APA para a construção daquela infraestrutura, há muito reivindicada pelos eleitos, autarcas e população do distrito de Castelo Branco, podem estarem concluídos ainda este ano, refere uma nota do grupo parlamentar do PS na Assembleia da República.

 

Na pergunta dirigida ao ministro João Pedro Matos Fernandes, no final do ano passado,  Hortense Martins, Joana Bento e Nuno Fazenda questionavam então quais as diligências que estavam a ser providenciadas para resolver  o problema da redução dos caudais dos efluentes da bacia internacional do rio Tejo, reiterando a necessidade desta barragem "para que se estabeleçam caudais regulares e, dessa forma, a saúde e vida do Rio esteja assegurada".

 

"Esteve prevista a construção de uma barragem no rio Ocreza, a Barragem do Alvito, desejada por autarcas e populações há mais de sessenta anos, tratando-se de um projecto que, depois de sucessivos adiamentos, desde 2011, acabou por infelizmente ser cancelado", lamentavam os deputados do PS.

 

O gabinete do ministro do Ambiente e da Acção Climática faz agora saber que "os estudos desenvolvidos por parte  da  APA, relativamente à solução de criação  duma albufeira  de regularização no rio Ocreza, estarão concluídos em 2020".

 

De acordo com a missiva do Governo, "estão igualmente a ser realizados, pela APA, estudos para avaliar as disponibilidades existentes e futuras face aos efeitos associados aos cenários das alterações climáticas", de forma a "apurar os locais com potencialidade para novas albufeiras que permitam a regularização do regime de caudais do rio Tejo".

 

"A sustentabilidade ambiental e viabilidade  do armazenamento de água no rio Ocreza será um dos aspectos em avaliação de forma a garantir opções viáveis e que aumentem a resiliência da bacia a situações de seca prolongada, sem prejuízo da necessidade de se continuar a apostar numa maior eficiência na utilização da água e na sua reutilização", explica o ministério do Ambiente e da Ação Climática.

 

Esta poderá ser, assim, uma das "novas soluções" em ponderação pelo Governo para resolver o problema da redução dos caudais afluentes do rio Tejo, "dadas as previsões de diminuição significativa da precipitação global anual", referem os deputados do PS.

 

Quanto à questão dos parlamentares socialistas sobre como "pretende o Governo assegurar que todas as estações de monitorização definidas na Convenção de Albufeira coletem dados e os disponibilizem publicamente nas respectivas plataformas", o ministério do ambiente esclarece que "o acesso aos resultados da monitorização é já assegurado actualmente  em plataformas dedicadas e em boletins temáticos, com informação em tempo real e a posteriori, das estações de monitorização, de que é exemplo a estação automática da qualidade da água na albufeira de Cedilho".  

 


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