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Quarta, 15 Jul 2020
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POL�TICA
LU?S CIPRIANO DESAFIA CARLOS PINTO
O tribunal administrativo e fiscal de Castelo Branco deu raz?o ? associa??o Cultural da Beira Interior. Em causa est? um diferendo com a c?mara municipal da Covilh?, por em 2002 ter interrompido unilateralmente dois protocolos, assinados entre ambas as partes.
Por César Duarte Ferreira em 11 de Mar de 2008

A queixa foi apresentada em 2004, e o tribunal administrativo e fiscal de Castelo Branco, veia agora dar razão à Associação Cultural da Beira Interior. O município da Covilhã vai ter de pagar, o montante respeitante aos dois protocolos, assinados entre as duas entidades ( um de 2250 euros mensais e outro de 10 mil euros anuais), que previam a realização de concertos e dinamização do coro de pequenos cantores. A autarquia alegou que a associação, não estava a cumprir os compromissos assumidos e numa fase posterior considerou que os documentos não tinham suporte legal. Quatro anos depois, o tribunal vem dar razão à ACBI como revelou o seu presidente Luís Cipriano: “Foi um alívio para nós saber que há instituições que ainda protegem o comum dos cidadãos das vontades dos senhores políticos. A câmara foi condenada por evidência de má fé, coisa que me preocupa, porque são estas instituições que têm de dar o exemplo.”

O tribunal considerou “ que os protocolos estão em vigor até dia 2 pelo facto que têm de ser pagos”, afirmou Luís Cipriano, que aproveitou para lançar alguns desafios a Carlos Pinto, presidente da câmara municipal da Covilhã: “ Quando eu foi condenado, devido a ter escrito um artigo a defender a associação, num processo com a câmara paguei do meu bolso para que a ACBI não fosse prejudicada. Desafio agora, o senhor presidente da câmara, a fazer o mesmo e pagar do bolso dela para que os munícipes não sofram mais.” Outro dos desafios lançados a Carlos Pinto foi o de voltar a sentar-se à mesma mesa que a associação: “Está na altura de ele perceber que a instituição sempre teve razão e é importante para a cidade, para a região e até para o país. E independentemente de gostar de mim ou não que volte, a sentar-se à mesa com a associação.”

Carlos Pinto, não quis comentar a decisão do tribunal mas garante que vai recorrer.


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