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Quarta, 03 Jun 2020
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POL�TICA
PSD COVILHÃ DESAFIA JOÃO CASTELEIRO A ABANDONAR CHUCB
Rádio Cova da Beira
A comissão política concelhia do PSD da Covilhã vem, em comunicado, desafiar João Casteleiro a colocar à disposição do ministério da saúde o seu lugar como presidente do conselho de administração do centro hospitalar universitário da Cova da Beira.
Por Nuno Miguel em 08 de Apr de 2020

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Em causa está a notícia avançada de que o profissional de saúde a quem foi detectado o novo coronavírus no centro hospitalar, chegou à Covilhã vindo do Reino Unido sem ser sujeito a testes. Para os social democratas “a negligência da atitude tomada em todo este processo, bem como a ligeireza com que enfrentou toda esta situação, colocam em perigo toda uma população e profissionais de saúde, essenciais para combater um inimigo invisível”.
Para o PSD da Covilhã “não resta alternativa à comissão política do que solicitar um esclarecimento cabal de toda esta situação a João Casteleiro e pedir que coloque o seu lugar de presidente do conselho de administração do centro hospitalar universitário da Cova da Beira à disposição da tutela, assumindo assim as consequências de um ato negligente, que se espera não venha a pôr em risco as vidas daqueles que diariamente têm lutado não só pelo cuidar de vidas, mas principalmente contra a falta de material e equipamentos, o mesmo material e equipamento que o Primeiro Ministro assumiu não faltar”.
Os social democratas afirmam que “nos últimos tempos se tem ouvido demasiadas vezes a expressão «não se demitem generais em tempo de guerra”. Infelizmente, esta situação demonstrou queé o próprio general que, em tempo de guerra, não conseguiu dar conta do recado”, que “para além de ser presidente do conselho de administração do centro hospitalar é também presidente da assembleia municipal”
O PSD refere que “quando se pedem sacrifícios a milhares de covilhanenses, medidas de isolamento social e de confinamento às suas habitações, as instituições que deveriam estar na primeira linha de defesa deveriam ser as primeiras a garantir a segurança dos processos sanitários. O verificado nesta situação especifica demonstra uma incapacidade chocante de decidir, de compreender os sacrifícios realizados por milhares e uma irresponsabilidade gritante, desrespeitando as indicações dadas pelas autoridades de saúde locais. Responsabilidade individual em primeiro lugar, mas responsabilidade do serviço que o contrata numa altura complicada para um lugar exigente”.
O PSD da Covilhã refere ainda que nas últimas semanas entendeu que toda a acção política devia ser “contida” tendo em vista “combater um inimigo invisível como o Covid-19”, mas mostra a sua estupefacção quando ouviu “o presidente do município da Covilhã a anunciar medidas paliativas que não resolvem nada, descontextualizadas dos pedidos feitos pelas autoridades sanitárias e contraditórias, nomeadamente a medida do estacionamento gratuito a incitar os covilhanenses à circulação, quando as autoridades sanitárias e as forças de segurança pediam aos cidadãos para ficar em casa”.
O órgão liderado por Luís Santos acrescenta que existem “notícias diárias dos municípios limítrofes que adquiriram testes rápidos e os começam a implementar nos grupos de risco e reparamos que o município da Covilhã e o seu presidente andam mais preocupados com a azáfama mediática” ou “quando soubemos da nomeação para a administração das «Águas da Covilhã» do ex-deputado João Marques entendemos que o momento para pedir explicações ou para a responsabilização política não era o mais adequado”. No entanto, a situação agora verificada demonstra “uma incapacidade chocante de decidir, de compreender os sacrifícios realizados por milhares e uma irresponsabilidade gritante, desrespeitando as indicações dadas pelas autoridades de saúde locais. Responsabilidade individual em primeiro lugar, mas responsabilidade do serviço que o contrata numa altura complicada para um lugar exigente”.

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