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Quinta, 04 Jun 2020
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POL�TICA
DIREITOS LABORAIS NÃO ESTÃO EM QUARENTENA
Rádio Cova da Beira
A direcção da organização regional de Castelo Branco afirma, em comunicado que “os últimos dias dão um perigoso sinal de até onde sectores patronais estão dispostos a ir para espezinhar os direitos dos trabalhadores”.
Por Nuno Miguel em 05 de Apr de 2020

Em nota enviada à comunicação social, a direcção da organização regional de Castelo Branco sublinha que se tem assistido “à multiplicação de atropelos de direitos e arbitrariedades; os despedimentos selvagens de centenas de trabalhadores, de que são particular exemplo os que têm vínculos precários, a colocação de trabalhadores em férias forçadas, a alteração unilateral de horários, a redução de rendimentos por via do «lay-off», corte de prémios e subsídios, entre os quais o subsídio de refeição, designadamente a quem é colocado em teletrabalho” e ainda “a recusa do exercício dos direitos parentais”.

O PCP aponta como exemplo mais recente desta situação o caso das confecções Trindade, no Tortosendo em que “durante esta semana as 60 trabalhadoras começaram a receber cartas de despedimento mesmo antes de receberem o ordenado do mês de Março”, acrescentando que a empresa “nem sequer tentou fazer uso dos apoios do estado, pois o que importa é o lucro e mais nada e quanto mais conseguirem explorar os trabalhadores maior o lucro”.

Outros dos exemplos deixados pela direcção da organização regional é o da empresa APTIV de Castelo Branco “que despediu mais de 140 trabalhadores temporários”. A Navigator “pressionou os seus trabalhadores para aceitarem uma situação de turnos de 12 horas” e as situações de «lay-off» “são várias no distrito”.

Para o PCP “estas situações, que assumem aqui uma maior importância devido à própria realidade da nossa região, devido à desertificação e baixos salários” afirmando que “já basta o vírus”. A direcção da organização regional de Castelo Branco garante que vai combater “a lei da selva nas relações laborais. Os direitos não estão de quarentena, suspensos ou liquidados. Esta é a hora de os defender”.


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