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Quinta, 04 Jun 2020
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POLÔŅĹTICA
PCP PREOCUPADO COM CULTURAS SUPERINTENSIVAS
Rádio Cova da Beira
A direc√ß√£o da organiza√ß√£o regional de Castelo Branco vem, em comunicado, expressar a sua preocupa√ß√£o com o aparecimento de novas explora√ß√Ķes intensivas agr√≠colas no distrito e considera que essa n√£o √© a melhor forma de promover a dinamiza√ß√£o do sector.
Por Nuno Miguel em 03 de Apr de 2020
Neste comunicado, a direcção da organização regional de Castelo Branco deixa como exemplo o caso de uma empresa que “tem no concelhos do Fundão e Idanha-a-Nova uma plantação de 5.000 hectares de amendoal, com um modo de produção agrícola superintensivo e que assenta numa sobre-exploração da terra, com plantações em compassos reduzidos, traduzindo-se numa elevada densidade de ocupação do solo, a que se associam consumos de água superiores aos tradicionais, com uma utilização massiva de agroquímicos e em que as plantações raramente apresentam duração superior a 20 anos”.
De acordo com o PCP “a intensificação destas culturas em áreas contínuas de grande dimensão constitui por si só um risco elevado das plantações à exposição a agentes bióticos nocivos, requerendo uma atenção redobrada a que se associa como prática comum a intensificação da utilização de pesticidas para controlo das pragas, em muitos casos aplicados com recurso a pulverização aérea e pulverização a alta pressão”.
A direcção da organização regional de Castelo Branco acrescenta que “as plantações em regime intensivo e superintensivo levantam questões de saúde pública face à disseminação de agroquímicos no ambiente e não promovem o povoamento, sendo o trabalho feito com recurso a mão de obra barata de imigrantes e não dinamiza a economia local”.
O PCP sublinha que sempre defendeu a produção nacional “a partir essencialmente da agricultura familiar” e vai bater-se “por uma política agrícola que responda aos problemas do país, que seja capaz de assegurar níveis adequados de consumo e de segurança da qualidade alimentar, promover o emprego e a melhoria das condições de vida dos agricultores”.

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