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SOCIEDADE
COVID 19: IPG PRODUZ 100 VISEIRAS POR DIA
Rádio Cova da Beira
O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai produzir mais de 100 viseiras por dia para ajudar profissionais de saúde. O protótipo de viseira desenvolvido num laboratório do Instituto Politécnico da Guarda, reutilizável e de baixo custo, vai ser oferecido ao Hospital Sousa Martins e aos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Por Paulo Pinheiro em 30 de Mar de 2020

O projecto visa “desenvolver e optimizar equipamentos fundamentais às unidades de saúde”, afirma, o presidente do IPG.

 

O Instituto Politécnico da Guarda desenvolveu uma viseira reutilizável e de baixo custo que pretende contribuir para a protecção dos profissionais de saúde no combate ao novo coronavírus. O protótipo foi concebido no Laboratório de Fabrico Digital – FabLab da Guarda, instalado no IPG, e, dada a rapidez do processo, estima-se que seja possível produzir mais de uma centena de viseiras por dia dentro de poucos dias.

 “Queremos desenvolver e optimizar equipamentos fundamentais para as unidades de saúde que estão a escassear neste momento da pandemia”, refere o presidente do IPG.

“Temos profissionais especializados em design e investigadores de várias áreas das engenharias, áreas essas que são vitais para a conceção de protótipos que têm de conciliar a funcionalidade com a segurança”, defende Joaquim Brigas.


De acordo com os promotores da iniciativa, o suporte da viseira está a ser produzido em acrílico, um material facilmente desinfectável e que não reage directamente com a solução alcoólica. A inovação deste modelo estende-se também ao processo de separação térmica: “Recorremos ao corte a laser, por oposição à impressão 3D”, afirma Miguel Lourenço, coordenador do FabLab Guarda e um dos criadores do projecto em coautoria com Joaquim Abreu.

 

A opção pelo corte a laser prende-se com a rapidez de produção e com a segurança de que este método não desenvolve rugosidade no produto final: “Em dois minutos conseguimos cortar uma peça a laser. Através da impressão 3D, demoraria, seguramente, mais de uma hora”, explica Miguel Lourenço.


O modelo – concebido exclusivamente pelo IPG – é testado em computador para diferentes tamanhos de crânio e o seu ajuste à cabeça é adaptado geometricamente e com alguma elasticidade. Podem ser produzidos diferentes tamanhos, uma vez que a respectiva escala pode ser facilmente alterada. “Na fase do protótipo digital fazem-se vários testes, incluindo à resistência mecânica: são simuladas forças de abertura para encaixe na cabeça, de modo a perceber se as hastes do modelo suportam as forças aplicadas sem cedência e sem rotura do material”, afirma Miguel Lourenço.

 

O modelo produzido vai entrar na fase de utilização por parte de profissionais de saúde, com vista à sua optimização. “Tencionamos enviar, no início da semana, um conjunto de viseiras ao Hospital Sousa Martins, na Guarda, e aos Hospitais da Universidade de Coimbra, para que sejam avaliados na prática. Através do feedback que nos for dado, conseguiremos melhorar o produto final”, afirma Rui Pitarma, docente no IPG e coordenador desta iniciativa.

 

Para além do desenvolvimento de proteçcões individuais, o IPG participou com os politécnicos de Viseu e de Leiria no projecto Portuguese network Emergency ventilator. Esta iniciativa está a ser desenvolvida por uma rede de institutos politécnicos para criar produtos alternativos no combate à pandemia da Covid-19.

         


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