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SOCIEDADE
COVID 19: AEBB AVALIA MEDIDAS DO GOVERNO PARA APOIAR ÀS EMPRESAS
Rádio Cova da Beira
O presidente da direcção da Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) considera positivas as medidas anunciadas pelo Governo para apoiar às empresas devido à pandemia da Covid 19, mas carecem de ser simplificadas e acelerado o acesso às mesmas.
Por Paulo Pinheiro em 25 de Mar de 2020

“É urgente criar condições que permitam as empresas ter liquidez já no mês de Março”, caso contrário uma fatia grande, não vai conseguir cumprir todas as suas obrigações", refere José Gameiro.

Em comunicado, a AEBB refere que dos contactos permanentes que tem desenvolvido especialmente junto dos seus associados desde o dia 5 de Março, foi possível constatar que algumas das empresas adoptaram desde a primeira hora, medidas de contingência, reduzindo a sua actividade, deixando estas empresas numa situação bastante complicada já em Março. 

 

Para o presidente da associação empresarial, o que as empresas pedem agora é simplificação, celeridade e transparência na implementação das mediadas, que têm que chegar com rapidez às empresas.

 

"É ainda fundamental um compromisso sério do Governo, alicerçado no acompanhamento constante da situação das empresas nos diversos territórios, para que atempadamente possam ser revistas as medidas agora definidas e preparadas novas que permitam actuar preventivamente perante as situações", sustenta a associação.

Em relação às empresas que continuam a laborar e que são muitas, a AEBB deixa uma palavra de incentivo e de esperança no futuro e relembra "que estão a fazer de tudo" para manter boas condições sanitárias e de segurança dos seus trabalhadores e que "deverão ser encontrados meios que facilitem o acesso aos EPI – Equipamentos de protecção individual, como luvas, mascaras e gel desinfetante, pois são escassos no mercado".

A Associação Empresarial da Beira Baixa defende ainda que deve ser esclarecida por orientação técnica, e por tipologia de actividade, os procedimentos de protecção mais apropriados a cada actividade. "É fundamental que estas empresas continuem a laborar em boas condições sanitárias e de saúde, transmitindo confiança e segurança aos seus trabalhadores", frisa.

 

À semelhança de alguns países da Europa e países terceiros, para aquela associação  é fundamental serem já pensadas medidas a fim de superar os impactos nas economias locais, e trazer as empresas de volta a uma faixa de crescimento após o vírus estar sob controlo, com foco especial em micro, pequenas e médias empresas, que serão certamente aquelas que mais vão sofrer com esta crise.

 

A instituição empresarial, com sede em Castelo Branco,  garante estar a acompanhar de muito perto a situação das empresas, especialmente suas associadas, apoiando-as em todas as situações reportadas, manifestando aqui total compromisso de colaboração e apoio com as empresas em geral, e com todas as instituições locais e nacionais e informa que tem no seu site informação útil para as empresas disponibilizando, desde já, apoio técnico no acesso às medidas. 

"Face ao actual cenário a AEBB está em condições de disponibilizar os seus serviços para prestar todo o apoio técnico necessário às empresas associadas e responder a questões e dúvidas que lhe sejam colocadas. Este apoio inclui o aconselhamento jurídico, prévio à tomada de decisões, a empresas que se encontram perante situações específicas dado o actual contexto, como é o caso de empresas ‘severamente’ afectadas pela epidemia do coronavírus e que consideram aderir ao regime de lay-off por vias do novo regime “simplificado” ou pelas regras do anterior regime, previsto no código de trabalho", sublinha-

A AEBB faz ainda saber que disponibiliza através do seu site www.aebb.pt toda a informação sobre as medidas que venham a ser adoptadas para mitigar o impacto económico na actividade empresarial. Disponibiliza ainda um link específico para o efeito, onde o empresário pode colocar questões, dúvidas e pedidos de informação, assim como, reportar as situações de alteração à actividade da sua empresa e que por sua vez, a associação dará o devido encaminhamento junto da administração pública/Entidades competentes, que regularmente têm solicitado actualização de informação.


 

Em comunicado, a AEBB, considerando o actual contexto de pandemia, com efeitos inevitáveis na economia e no normal funcionamento da actividade das empresas, divulga algumas das conclusões de um inquérito que efectuou junto do tecido empresarial da região, para aferir a situação e poder actuar em conformidade.

Assim, num universo de 1840 empresas e entidades sediadas no distrito de Castelo Branco, os serviços da AEBB obteve até ontem, dia 24 de Março, 84 respostas, ou seja, 4,6 %.

Da amostra analisada, 69,4% são Microempresas, 27,1% PME e apenas 3,5% são Grandes empresas. De realçar que 30,6% da totalidade das empresas que responderam ao inquérito, exportam.

Face aos resultados obtidos, as empresas apontaram como principais constrangimentos à actividade empresarial, duas situações: 78,3% aponta ‘Dificuldades no abastecimento de matérias-primas/produtos’ nos Mercados China, França, Espanha, Ásia, Itália, Bélgica, Reino Unido, Portugal, Alemanha, Dinamarca, Israel e 60,9%, ‘Dificuldades de escoamento de matérias-primas/produtos’ para Mercados como Suíça, Alemanha, Holanda, China, Itália, Taiwan, Japão, Nacional, Europa, Angola e EUA.

Foram ainda assinalados como constrangimentos a ‘Redução da produção’, ‘Limitação de stocks’, ‘Redução de encomendas’, ‘Ausência de Recursos Humanos’ (por quarentena voluntária, apoio a menores e idosos, suspensão de transportes públicos, encerramento das escolas,…), ‘Cancelamento/adiamento da participação em eventos internacionais’, ‘Dificuldades na deslocação ao estrangeiro’ (viagens, alojamentos, restauração,…), ‘Insegurança/recusa dos colaboradores de deslocações ao estrangeiro’, ‘Financiamento/liquidez’ e a ‘Desmarcação de estadias’.

No que concerne a medidas de prevenção, controlo e vigilância, 71,1% das empresas já adoptaram medidas, sendo que destas 84,2% implementaram um Plano de Contingência de acordo com as recomendações da DGS - Direcção-Geral da Saúde, 21,1% apostaram no reforço de stocks e 1,8% no cancelamento de enoturismo, feiras, provas e jantares vínicos, na sensibilização dos colaboradores, no reforço dos cuidados no atendimento ao público e na diminuição de visitas de e para o exterior.

O Surto do COVID-19 representa um impacto negativo da actividade económica para 88,2% das empresas, com um impacto muito significativo para 37,2% das empresas, significativo para 47,4% das empresas e pouco significativo para 14,1% das empresas. Nada significativo para 1,3% das empresas.

 

 

 


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