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SOCIEDADE
STBB: DECISÃO DA TRANSDEV PREJUDICA OS TRABALHADORES
Rádio Cova da Beira
O Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa(STBB) afirma que a suspensão de vários serviços da Transdev, nomeadamente das linhas interurbanas anunciada pela empresa, e que abrange vários concelhos (Fundão, Covilhã, Belmonte, entre outros)vai impedir vários trabalhadores de se deslocar para as unidades onde laboram.
Por Paulo Pinheiro em 21 de Mar de 2020

Em comunicado, o STBB exige que os direitos dos trabalhadores sejam salvaguardados dada a utilização que os mesmos fazem diariamente das linhas interurbanas da Transdev

"As empresas estão a trabalhar e os trabalhadores sem que seja da sua responsabilidade veem-se impedidos de se deslocar para o local de trabalho", frisa aquela estrutura sindical que acrescenta " estas trabalhadoras adquiriram o passe para o mês completo e agora estão confrontados com a suspensão dos serviços".

O sindicato contactou a empresa transportadora que adiantou "que não vai reembolsar os trabalhadores do valor que pagaram por um serviço que foi suspenso nem indemnizar os mesmos pelos prejuízos causados informando que a suspensão foi uma imposição à Transdev", lê-se no documento.

"Quem é o responsável desta situação? Quem vai pagar e justificar os dias de ausência ao trabalho por impedimento de deslocação aos trabalhadores? Sendo que estes já não tem transporte a partir de segunda-feira", questiona o Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa..

Admitindo que a situação que se vive é dramática, a estrutura sindical, sediada na Covilhã,  defende que "não podem ser os trabalhadores a pagar os prejuízos causados e muito menos que lhes imponham férias forçadas devido a estas e a outras situações. As empresas são obrigadas a salvaguardar a saúde e os direitos dos trabalhadores". 

Para o STBB, a situação requer uma resposta de carácter urgente e "não pode ser colocada dentro de uma qualquer gaveta a aguardar melhores dias. Até porque como todos sabemos não os iremos ter".

A estrutura liderada por Marisa Tavares já deu conhecimento da situação às câmaras municipais da Guarda, Covilhã, Fundão e Belmonte, Grupos Parlamentares da AR e ao Ministro das Infra-estruturas, Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação. A Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) também foi informada. 

 


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