
“Eu tenho algumas dúvidas que se consigam mobilizar pessoas por um simples valor de quatro ou cinco mil euros, que alguém mude das zonas do litoral para o interior, só por isso, nem por darem mais férias. Medidas que não só não resultam como podem criar aqui algumas questões: então e as pessoas que residem cá há anos, são favorecidas em quê?”
Para José Gameiro, a construção de um segundo aeroporto no interior, seria uma nova visão estratégica de desenvolvimento do país. “Porque é que vamos fazer um investimento de um aeroporto quase dentro de água? Eu já defendi na Assembleia da República que o aeroporto fosse construído em Beja, eu já lá estive e dá-me pena ver aquilo tudo ao abandono. Construam ali o novo aeroporto e deixem o resto, que cresce por si próprio.”
Em entrevista ao programa Flagrante Direto da RCB, José Gameiro avança outras medidas que, no seu entender, fariam a diferença. “Dotar o território todo de cobertura wi-fi, porque hoje há muito emprego que pode ser feito a partir de casa, e nós temos aqui zonas no território que nem sequer rede de telemóvel têm. E esta era uma medida que trazia pessoas, porque eu tenho uma casa, que vale a pena recuperar porque posso trabalhar a partir de lá”.
Para além da construção do IC 31, que liga esta região a Espanha, para a AEBB há outras medidas fiscais, “sérias”, para as empresas do interior, “pagar menos segurança social, menos IRC e as pessoas, menos IRS, cria uma dinâmica própria”.