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Segunda, 06 Abr 2020
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CULTURA
"MORDER-TE O CORAÇÃO" ABRE FESTIVAL DE TEATRO NA UBI
Rádio Cova da Beira
Vigésima quarta edição do festival de teatro da Universidade da Beira Interior (UBI) de 19 a 28 de março, de novo na UBI. Devido às obras no teatro municipal da Covilhã, o auditório das sessões solenes volta a acolher o mais antigo festival de teatro universitário do país.
Por Paula Brito em 29 de Feb de 2020

“É sempre surpreendente quando se diz isso, o mais antigo festival de teatro do país ser na Covilhã e não em Coimbra, Lisboa ou Porto, o que é um orgulho para nós, estamos já a pensar nos 25 anos que vai ter contornos especiais.” Refere Rui Pires, do Teatrubi. Pará já a edição deste ano, “tem 10 dias, 10 espetáculos, três de Espanha, os restantes são nacionais e uma companhia profissional da região, que é a ESTE.”

A Estação Teatral (ESTE) apresenta no último dia, 28 de março, a peça “Há beira na revolta”. No primeiro dia, o Teatrubi faz a primeira de três apresentações da sua mais recente produção “Morder-te o coração”.

“É um espetáculo feminino, que aborda as questões de género, nomeadamente a violência, que tem uma componente muito subjetiva, com uma parte de dança e movimento e outra parte de textos muito diretos, frios e duros, que falam do que acontece no mundo com a mulher”.

Antes da apresentação, na Covilhã, a peça vai estrear no próximo dia 7 em Granada. "Morder-te no coração" é uma co-produção com a Asta, numa parceria salientada por Sérgio Novo da Associação de Teatro e Outras Artes (ASTA).

“É uma relação que está criada há muitos anos, a programação, projeção do festival, o funcionamento, a componente do novo espetáculo, que começou com a fase de formação, depois a construção do espetáculo que vai ter ante estreia em Espanha.”

A organização do festival conta ainda com o apoio dos alunos do 3.º ano do curso de ciências da cultura, como explica a docente da cadeira de programação e eventos culturais, Ana Catarina Pereira, “são alunos finalistas, e esta cadeira funciona como uma ponte para o mercado de trabalho, procurando coloca-los perante desafios que os agentes e programadores culturais normalmente têm.”

Para Rui Pires, a realização do festival na universidade tem o mérito “tentar trazer as pessoas da cidade à universidade, há uma espécie de uma cortina invisível que não permite a troca. Foi também uma forma de dar a conhecer o grupo de teatro universitário a funcionários, professores e alunos, porque alguns alunos chegam à universidade e vão embora e nem chegam a saber que há um grupo de teatro na universidade.”


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