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Quinta, 15 Nov 2018
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POLÍTICA
PARKURBIS MEDICAL: A POLÉMICA
Em comunicado, o Parkurbis vem explicar os motivos que levaram o Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã a abandonar o projecto. É que o comunicado da UBI sobre o assunto, "enferma de omissões", revela "falta de rigor" nos factos e "escamoteia uma mudança de objectivos que fragiliza o projecto".
Por Paula Brito em 16 de Jun de 2010

Num comunicado de 5 páginas, o Parkurbis explica, em 19 pontos, os passos do projecto, desde a criação do Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, em 2001 que já previa como área de actuação "as ciências da saúde", até à saída do projecto Parkurbis Medical, em 2010. Pelo meio o Parkurbis recorda a assinatura, em Julho de 2009, do protocolo de entendimento, liderado pelo Parkurbis, com a CMC, UBI, CHCB e Siemens para a definição das responsabilidades de cada um dos parceiros na criação do Parkurbis Medical.

Na altura, estavam disponíveis 40 milhões de euros de financiamento FEDER, a dividir pelos planos estratégicos de três universidades (Coimbra, UBI e Aveiro) não podendo cada um dos projectos exceder os 20 milhões de euros. No plano estratégico, "teríamos que forçosamente incluir actividades/projectos dos Politécnicos da Guarda e Castelo Branco". O que acabou por acontecer com a criação em Castelo Branco do Centro de Empresas Inovadoras para o sector Agro Alimentar o que, "desvirtuava a estratégia de criar um projecto na área da saúde". Surge então a obrigação de encontrar algo que unisse os projectos tendo sido sugerido o tema "qualidade de vida" como único elo de ligação, daí a parceria ter sido baptizada como Inovida.

Já depois de assegurado o nome e a área de actuação, a CCDRC "aconselhou" a parceria Inovida a desistir do projecto de modo a poderem aumentar o financiamento de Coimbra e Aveiro, ou em caso de não desistência, incluir algumas ideias de pequenos projectos de outras cidades. Uma possibilidade rejeitada pelos parceiros que conseguiram "ultrapassar mais este obstáculo". A soma dos valores de cada projecto dentro do Inovida ultrapassava os 10 milhões de euros de financiamento tendo a CCDRC obrigado à redução do valor até ao máximo de 5 milhões de euros, o que "a muito custo foi feito", tendo a taxa de comparticipação ficado assente num valor médio de 53%".

Na cerimónia de apresentação do projecto, que decorreu na Figueira da Foz, com todos os autarcas da região Centro, a presidente da câmara municipal de Abrantes, município que estava fora de qualquer iniciativa estratégica, "insurgiu-se publicamente contra esta situação deixando os responsáveis da CCDRC numa situação de grande embaraço". É desta forma que  o Inovida é "obrigado a acolher os projectos de Abrantes, encontrando a CCDRC para isso mais 1,5 milhões de euros que até à semana anterior não exisitam".

Faltava então saber os valores totais das candidaturas que, recorde-se, tinham um tecto de 40 milhões de euros de financiamento não podendo, cada plano estratégico ultrapassar os 20 milhões. Assim, "o plano estratégico liderado pela Universidade de Coimbra totalizou, com apoios, 23,5 milhões, o liderado pela Universidade de Aveiro 15 milhões de euros e o plano Inovida 6,5 milhões, dos quais 1,5 para Abrantes, perto de 2 milhões para castelo Branco e o restante para a Covilhã. Ou seja, para Coimbra quase quatro vezes mais, para Aveiro o dobro".

Um final que "satisfez a UBI e não foi aceite pelo Parkurbis" que considera que "o senhor reitor da UBI, vem dar cobertura ao entendimento de que Coimbra e Aveiro justificam valores completamente discrepantes (...) o Parkurbis e os seus responsáveis entendem diferentemente." A Covilhã e o Parkurbis pretenderam sempre ser tratados de igual forma como qualquer outra cidade e "nunca vamos aceitar que possamos ser alvo de qualquer discriminação, como aconteceu neste caso, com a complacência da UBI". Assim, e "em sinal de protesto, retirámo-nos do Inovida".

Anexo ao comunicado o Parkurbis junta a carta enviada à UBI e CCDRC onde explica os motivos da saída e onde a determinada altura da carta manifesta "um veemente" protesto pela situação criada, que "esclarece muito acerca das razões poque se chegou a esta situação escandalosa de incapacidade de execução do QREN".

 

 


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